A violência contra a mulher tem sido tema recorrente nos últimos tempos, principalmente em razão da atuação da Organização das Nações Unidas (ONU). Recentemente, inclusive, foi criada uma entidade própria para incentivar o empoderamento feminino, além de campanhas de conscientização.

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O silenciamento ainda é realidade comum para as mulheres. Foto: iStock, Getty Images

ONU e a violência contra a mulher

Quando se trata de campanhas globais de conscientização para os mais diversos assuntos, a ONU sempre é referência. É o que aconteceu com o tema sobre a violência conta a mulher. Há algum tempo a entidade já pautava igualdade de gênero.

Isso era feito através de quatro órgãos suplementares: Divisão da ONU pelo Avanço das Mulheres, Instituto Internacional de Pesquisa e Treinamento pelo Avanço das Mulheres, Escritório da Assessoria Especial para Questões de Gênero e o Avanço das Mulheres, além do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres.

Em 2010, todas essas entidades foram fundidas e deram origem à ONU Mulheres – que inclusive possui escritório próprio no Brasil. Os objetivos são erradicar a discriminação, violência e pobreza e também promover a igualdade de gênero como requisito para o desenvolvimento. Para alcançá-los, há diversas campanhas em curso.

A HeforShe (ou ElesporElas, em tradução livre) é um movimento que estimula a conscientização masculina sobre a necessidade da igualdade de gênero. Recentemente, também foi lançada no Brasil e na América Latina a campanha O Valente Não é Violento.

Esse é um movimento inserido dentro de uma série de ações globais, promovida pelo próprio Secretário Geral das Nações Unidas – o UNA-SE pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. O objetivo é semelhante ao HeforShe: incentivar a mudança de comportamento dos homens, em busca da igualdade de gênero.

A entidade também possui campanhas específicas no Brasil. Por exemplo, em 2015 foram feitas as ações Neste carnaval, liberte-se do machismo e Fim do Trote Violento contra Gênero e Raça, visando combater formas particulares de violência em nosso país.

A ONU Mulheres no Brasil tem atuado ainda em busca de visibilidade dentro do país. Há pouco tempo atrás, a atriz Camila Pitanga foi nomeada embaixadora da entidade, enquanto a também atriz Juliana Paes se tornou a Defensora para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Violência contra mulher é problema real

A ONU divulga periodicamente dados sobre a questão de abusos contra mulheres. Basicamente, a organização reconhece três tipos de violência: física, sexual e psicológica. Os últimos dados disponíveis são do biênio 2012-2013.

Segundo a entidade, aproximadamente uma em cada três mulheres já experimentou abusos físicos ou sexuais – e o que mais preocupa é que geralmente o agressor é o próprio parceiro.

Não bastasse isso, os dados indicam que uma em cada duas mulheres mortas em 2012 foi vítima de parceiros ou família – para os homens essa proporção é de um para 20. A exploração feminina também é preocupante.

A instituição estima ainda que mais ou menos 4,5 milhões das 21 milhões de pessoas vítimas de trabalhos forçados sejam objeto de exploração sexual – 98% delas são mulheres e meninas.

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