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Filhos

Teste da linguinha: entenda qual a importância desse exame

Por Redação Doutíssima 04/07/2013

O teste da linguinha é um exame que passou a ser obrigatório em hospitais e maternidades brasileiras. Essa é uma forma de identificar precocemente uma condição conhecida como língua presa, ou seja, a presença do frênulo lingual. O problema é capaz de influenciar o desenvolvimento da fala e a alimentação e por isso é preciso ter atenção.

teste da linguinha istock getty images doutíssima

Teste da linguinha passou a ser obrigatório em hospitais e maternidades brasileiras. Foto: iStock, Getty Images

 

Teste da linguinha identifica problemas de fala

Uma nova norma brasileira exige o teste da linguinha em recém-nascidos em hospitais e maternidades em todo o País. O objetivo da Lei 13.002/14 é avaliar através do exame a existência de qualquer tipo de alteração no frênulo, capaz de significar uma condição conhecida como língua presa.

 

Logo abaixo da língua é possível identificar uma sequência de tecido, chamado de freio ou frênulo. Quando há língua presa, esse tecido é muito curto. Isso pode causar diversos problemas porque a língua é incapaz de mover-se livremente. Em alguns bebês isso ocorre de forma leve e não causa maiores transtornos, mas em casos graves a língua é capaz de ficar fundida com a parte interior da boca.

 

Ao examinar as condições da língua dos recém-nascidos, é possível identificar essas alterações no frênulo. Muitas vezes ele acaba soltando com o tempo e assim resolvendo o problema da língua presa. Em outros casos, pode persistir e não gerar problemas. Certas situações, porém, exigem um tratamento cirúrgico.

 

Vale dizer que nem sempre esse problema pode ser detectado em um primeiro momento. Fique atenta caso seu filho tenha dificuldades de alimentação ou se a experiência de amamentar está sendo difícil. Vá ao médico e peça para que ele verifique qualquer anormalidade.

 

Problemas relacionados com a língua presa

A maioria das pesquisas indica que esse problema tem forte predisposição genética. Além disso, pode afetar desenvolvimento oral do bebê e a forma como ele come e fala. Por exemplo, a língua presa é capaz de levar a problemas de amamentação.

 

O aleitamento materno requer que o bebê mantenha sua língua sobre a gengiva inferior ao sugar. Se não for possível mover a língua ou mantê-la na posição correta, ele pode mastigar ao invés de chupar o mamilo. Isso muitas vezes causa dor significativa na mamãe e interfere na capacidade do pequeno de obter o leite – podendo levar à desnutrição e problemas de desenvolvimento.

 

Um estudo publicado na revista Pediatrics comparou as taxas de problemas de amamentação em recém-nascidos que tinham língua presa e pequenos que não apresentam idêntico problema. Os resultados mostraram maior incidência nos bebês que tinham língua presa (12,8%) se comparado aos demais (apenas 3,2%).

 

Além disso, é capaz de levar a problemas de higiene oral. É que a língua presa pode tornar difícil limpar os restos de comida dos dentes. Isso muitas vezes contribui para cárie dentária e inflamação da gengiva (gengivite).

 

Tratar esse problema é relativamente simples. Basta fazer uma operação chamada frenectomia lingual, na qual o médico corta parte da base da língua (frênulo) com tesouras especiais. Esse procedimento é capaz de ajudar principalmente crianças que apresentam problemas de amamentação.

 

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