Ninguém gosta de perder, não é verdade? Porém, perdas fazem parte da vida.  A vida é uma eterna despedida, já dizia Tom Jobim em sua canção romântica, as pessoas vêm e vão em nossa vida constantemente. E muitas vezes, partem de forma abrupta, inesperada e traumática. Seja uma separação conjugal, um amigo que vai embora, ou um ente querido que morreu. O fato é que a vida é imprevisível e as vezes quando menos esperamos alguém parte, sem muitas vezes dar aviso prévio.

 

Como nossa sociedade lida com despedidas e perdas?

Como nossa sociedade nos ensina e nos permite realizar nosso luto e deixar partir o que se foi sem mais voltar? Como encerramos nossos ciclos?

Acredito que essa dificuldade de lidar com perdas não é vivida da mesma forma em todos os tipos de sociedade, sendo pertinente à sociedade ocidental contemporânea. Assim, pergunto: a questão do imediatismo vivido hoje influência diretamente nas nossas relações e na forma que lidamos com nossas perdas e nossas dores? E nosso luto? Como vivemos, processamos e o elaboramos? Será que há algo na sociedade atual que intensifica essa dificuldade de lidar com a dor e o luto?

– O fato é que temos muito que nos indagar diante do imediatismo vivido na sociedade atual e pensar sobre como lidar com sua influência na vida humana.

– Precisamos elaborar nosso luto seja qual for nossa perda e nem sempre isso se faz de forma rápida e imediata.

– Muitas vezes fazemos de tudo para não entrar em contato com nossa dor e fugimos acreditando que esse caminho nos levará para um lugar. Mas para sairmos de uma sala qualquer antes precisamos entrar nela.

– Assim é com nossa dor, o contato com ela é o que pode nos ajudar na sua superação. Esse é o caminho. Precisamos chorar nossas perdas. Precisamos viver nosso luto, seja ele qual for.

– Às vezes não conseguimos sozinhos e precisamos buscar ajuda, muitas vezes profissional, se assim for, o faça. Chorar nossas perdas as vezes é preciso , porém nem sempre devemos o fazer somente sozinhos.


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