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Guia dos Dentes

Odontologia para poucos: como os dentistas trabalham sem fronteiras

Por Redação Doutíssima 15/10/2013

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A odontologia vem evoluindo em alta velocidade e com ela, seus materiais, técnicas e profissionais que vem sendo cada vez mais avançados. Resinas se tornam cada vez mais biocompatíveis e estéticas, cheiros e barulhos são trabalhados para dar mais conforto ao paciente, pós-graduações se tornam cada vez mais obrigatórias e com isso, vem sendo agregado à odontologia uma série de fatores que custam dinheiro e esses gastos, de alguma fora, são repassados para o tratamento. Temos que admitir que mesmo abrangendo mais e mais pessoas a cada dia que passa, uma grande massa da população brasileira não tem acesso aos cuidados básicos com a saúde dental e muito menos com novas tecnologias. A odontologia para poucos é realmente uma realidade.

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A mídia em cima da odontologia é incrível e a literatura também. Vemos cada vez mais variadas formas de divulgação, placas nas calçadas, divulgação de clínicas via rádio e televisão. Isso tudo cria efeitos colaterais na prestação de serviço dental.

A odontologia finalmente surgiu, de um tempo para cá, em hospitais, postos de saúde, no pronto-socorro. Começaram a implantar o consultório odontológico dentro de suas unidades com a intenção de alcançar a massa da população que não tinha acesso ao serviço. E graças a deus o dentista foi integrado ao complexo assitencial e se tornou parte de uma equipe promotora de saúde.

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A odontologia sempre foi taxada de elitista, principalmente tratamentos como ortodontia, próteses em determinados materiais como a porcelana e mais recentemente os impantes dentários, dentre outros tratamentos. E sempre houve uma briga entre o tratamento particular de custos mais elevados com o tratamento particular de baixo custo e o serviço público.

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Mesmo com todas essas variedades, cerca de 45% da população não tem acesso ao tratamento dentário. são mais de 1.350.000.000 dentes cariados que precisam de tratamento e vão acabar sendo arrancados para a posterior colocação de uma prótese. Choca quando paramos para analisar números e choca mais ainda quando precisamos imaginar uma realidade que está muito além da nossa. Quando trabalhava em uma cidade chamada Breves, que fica ao norte do Brasil, no marajó, me deparei com meninas de 14 ou 15 anos que queriam arrancar seu último dente e isso era felicidade pois, ela ganharia uma “dentadura” de presente de 15 anos de seu pai.

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Tenho visto um início de uma maior preocupação com a prevenção, de planos realmente bem feitos e recursos realmente utilizados em prol da sociedade mas essas ações são isoladas e solitárias dentro de uma maioria comercial, capitalista. Acredito na mudança, na promoção de saúde e na implementação de projetos realmente eficientes. Creio em um brasil melhor, mais saudável e dando melhor condições de trabalho aos seus dentistas. Os dentistas precisam cuidar de suas famílias e sem essa condição de trabalho, fica difícil reservar um tempo para trabalhar na rede pública e isso se agrava quando no local não existe condição de trabalho.


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