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Guia dos Dentes

Micro-organismos da cavidade bucal

Por Redação Doutíssima 20/11/2013

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Sempre busquei estudar ao máximo os micro-organismos presentes na cavidade bucal e com isso, ficaria mais fácil para se desenvolver novas técnicas e tratamentos que possam agir especificamente nos micro-organismos observados. Quando penso em micro-organismos e procuro uma pessoa que entenda disso, penso logo no doutor Dráuzio Varella. Costumo ler sempre o site e encontro sempre coisas bem interessantes para o nosso dia-a-dia. Um dos artigos bem interessantes no site dele é o que fala dos micro-organismos da cavidade bucal e após ler esse artigo, você vai dobrar os cuidados com a boca.

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“A boca é um ecossistema de alta complexidade. Esse é o tema de uma revisão publicada num dos últimos números da revista Science.

Em 1683, Antony van Leeuwenhoek descreveu o exame microscópio da placa aderida a seus dentes da frente. Nela encontrou milhares desses “pequenos animais”, que desapareciam quando o exame era feito depois de tomar café bem quente. Perguntou intrigado: “Será que o calor do café matou os animaizinhos?”.Na década de 1960, pesquisadores americanos verificaram que, nas placas dentárias, havia populações distintas de bactérias, e que a mucosa da boca e a superfície dos dentes eram revestidas por micro-organismos dispostos em camadas finas, denominadas biofilmes.

Os bacteriologistas procuraram, então, cultivar as bactérias da cavidade oral em laboratório. Os resultados foram decepcionantes: apenas metade crescia nos meios de cultura, impossibilitando a caracterização da biodiversidade existente. Com as novas técnicas foi possível identificar mais de 700 espécies diferentes de germes vivendo em estilo comunitário na cavidade oral humana.

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Os micro-organismos que colonizam a boca mostram predileção clara por determinadas regiões: alguns preferem a superfície da língua, outros, a das gengivas ou a dos dentes. Por exemplo, a bactéria Streptococcus mutans que se alimenta de açúcar, a partir do qual libera ácido láctico que destrói o esmalte e provoca as cáries, vive exclusivamente na superfície dentária.

Apenas na língua, foram encontradas 92 espécies de micro-organismos, alguns dos quais responsáveis pelo mau hálito. Quando estes são eliminados por raspagem ou gargarejos com soluções bactericidas, a halitose diminui de intensidade ou desaparece.

Como em outras comunidades biológicas, existe cooperação entre as bactérias contidas nos biofilmes, que revestem as diversas regiões da boca: substâncias liberadas por uma bactéria podem atrair outras. Por exemplo, a bactéria Streptococcus gordonii, que vive no biofilme que cobre os dentes, possui proteínas em sua superfície que atraem outra bactéria, Porphiromonas gingivalis, envolvida em infecções gengivais.

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Para dar ideia da complexidade biológica do ambiente criado por tantos micro-organismos comunitários basta lembrar que apenas esta última bactéria produz cerca de 220 proteínas.

Em 2004, o Instituto de Pesquisas Dentárias e Craniofaciais, de Rockville, Estados Unidos, deu início a um estudo programado para catalogar todos os genes dos germes existentes na cavidade oral. Em três anos de duração, o projeto pretende identificar 40 mil genes característicos das populações de saprófitas, simbiontes e parasitas que se instalam e convivem nas diversas regiões da boca.

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O estudo permitirá identificar as fragilidades dos germes patogênicos e identificar aqueles que oferecem proteção à mucosa oral e aos dentes.

Compreender melhor as relações ecológicas que se estabelecem entre as diversas comunidades microbiológicas distribuídas pela cavidade oral permitirá usar bactérias inofensivas, geneticamente modificadas, para competir e eliminar as patogênicas responsáveis pelas cáries e outras doenças que agridem a porta de entrada do aparelho digestivo.”


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