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Saúde Mental

Grupos terapêuticos podem trazer forçar e paz à mente

Por Redação Doutíssima 30/11/2013

Você sabe qual a função dos grupos terapêuticos? Eles podem ser definidos como uma reunião de pessoas que, em comum, sofrem do mesmo problema e, juntas, tentam buscar formas de amenizar a dor. A prática de apoio mútuo tem sido coadjuvante em processos de psicoterapia ou mesmo para quem não opta por atendimento individual.

Entenda como os grupos terapêuticos funcionam

O escritor e psicoterapeuta americano Irvin D. Yalon, mais conhecido pelo best seller “Quando Nietzsche Chorou” (1992), é uma das grandes referências mundiais quando o assunto aborda os grupos terapêuticos. Diversas experiências obtidas nessa técnica já foram descritas em seus livros técnicos e até ficcionais.

grupos

Terapia com outras pessoas pode ser uma alternativa para amenizar o sofrimento. Foto: iStock, Getty Images

Em sua obra Psicoterapia de Grupo: Teoria e Prática, lançada em 2006, em parceria com mais dois escritores,  o pesquisador afirma que a modalidade no campo da terapia traz mais efeitos benéficos do que as intervenções individuais.

Os melhores resultados foram em pessoas que procuraram esse tipo de ajuda para reduzir recaídas quanto ao uso drogas e no acompanhamento de pessoas em tratamento para obesidade, mulheres vítimas de abuso sexual, entre outros.

Em geral, os grupos funcionam uma vez por semana, com um número limitado de pessoas que se interessam pelo mesmo tema. São conduzidos por profissionais habilitados, na maioria da vezes, em psicoterapia em grupo ou psiquiatria, que fazem a mediação das exposições dos pacientes e facilitam as impressões do grupo para as experiências vividas no dia a dia.

Benefícios dos grupos terapêuticos

É importante ressaltar que o objetivo dos grupos terapêuticos não é a cura de um determinado problema psicológico, mas eles têm o intuito de proporcionar recursos que colaborem para o crescimento pessoal de cada indivíduo no grupo.

A técnica dá subsídios para que as pessoas tenham liberdade de expressar seus problemas e buscar as soluções que mais lhe parecem apropriadas, por meio da troca de experiências.

Yalom simplificou onze fatores técnicos terapêuticos do grupo. Eles são fundamentais para a recuperação de seus pacientes. Selecionamos três dos mais importantes. Se sempre quis participar de um, mas não via razão, preste atenção nesses argumentos:

1. Esperança

O grupo terapêutico constitui um espaço de esperança. Para Yalom, a fé no tratamento é um dos recursos mais efetivos de uma terapia. A expetativa, segundo o pesquisador, é uma necessidade psicológica do homem.

2. Universalização da experiência

É no grupo que o indivíduo vê a universalidade do seu problema e que não está sozinho. É nesse espaço que o paciente reconhece a experiência dos demais e faz uma reflexão sobre suas dificuldades.

3. Comportamento imitativo

Participando dos grupos, muitos podem absorver experiências e estratégias interpessoais que foram eficazes para os outros. Dessa forma, tentam resolver seus próprios problemas.

Para os psicoterapeutas que apostam nessa técnica, o fator de identificação é o que mantém o grupo unido. As narrativas são familiares a todos e os laços, fortalecidos.

Os encontros terapêuticos existem tanto no sistema de saúde privada quanto na saúde pública. Para isso, é necessário uma consulta com um clínico ou especialista em saúde mental, que pode indicar o melhor grupo para a situação que você quer resolver.

 

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