[the_ad_group id="16401"]
Nutrição

Boa ou ruim? A controvérsia sobre os benefícios da soja

Por Redação Doutíssima 03/12/2013

A soja é definitivamente um dos alimentos mais controversos do mundo. Dependendo do posicionamento de cientistas ou profissionais de nutrição, ela pode ser encarada como um superalimento ou um hormônio venenoso. Para complicar, estudos indicam que há bons argumentos para os dois lados. O segredo, como sempre, está na moderação.

Soja e a sua saúde

Produtos de soja estão em crescente popularidade e incluem leite, tofu, tempeh, miso e carne vegetariana. Eles são grandes fontes de proteínas e outras substâncias como manganês, selênio, cobre, potássio, fósforo, magnésio, ferro, cálcio, vitamina B6, ácido fólico e vitamina K.

Justamente por isso, há alguns benefícios para a saúde associados ao seu consumo. A soja tem sido pesquisada, por exemplo, por seus efeitos redutores do colesterol – estudos mostram que a proteína do grão é capaz de reduzir tanto o total quando o LDL.

Essa foi a conclusão de uma pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine, que fez uma comparação entre proteínas animais e vegetais – com vitória do segundo grupo. Além disso, um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition vincula o grão à prevenção do câncer de mama em mulheres.

Descobriu-se que as mulheres chinesas com maior consumo dessa proteína ao longo da adolescência e início da idade adulta diminuíram o risco do aparecimento da doença em até 60% na pré-menopausa.

Vale saber ainda que pesquisas recentes têm levado a indícios de que comer soja possa ajudar a prevenir a perda de memória relacionada com a idade, bem como o declínio nas habilidades de pensamento que costumam aparecer com o tempo.

Grãos de soja

O segredo no consumo é a moderação. Foto: iStock, Getty Images

O outro lado da moeda

Acontece que nem tudo são flores. A soja é um dos alimentos com maior probabilidade de causar reações alérgicas e problemas digestivos – podendo inclusive levar a uma série de outras doenças ao longo do tempo. 

Por razões que cientistas não conseguem explicar totalmente, as alergias alimentares estão em ascensão, especialmente em crianças. Elas podem ser vistas quando bebês são alimentados com fórmula infantil à base de soja, por exemplo.

Os sintomas às vezes são tão sutis como urticária ou tão graves como uma resposta anafilática. Outro problema é o uso de grãos geneticamente modificados. Mesmo aqueles cultivados organicamente podem contar substâncias como saponinas, fitatos, inibidores de tripsina e fitoestrogênios.

Esses últimos são realmente preocupantes, já que podem inclusive perturbar o sistema endócrino. É o que indica um estudo publicado na revista Proceedings of the Society for Experimental Biology and Medicine.

Já os fitatos são enzimas inibidoras que bloqueiam a absorção de minerais no trato digestivo humano. Estão naturalmente presentes em todos os grãos, mas na soja em índices altos. Há ainda os inibidores de tripsina, uma enzima necessária para a digestão de proteínas.

Quando ela não é encontrada em nível suficiente no organismo, vários problemas digestivos costumam aparecer, tais como dores de estômago, diarreia e sangramento – isso sem falar em futuras dores de cabeça com o pâncreas. Na dúvida, o segredo ainda é a moderação. 

E você, costuma incluir esse alimento na sua dieta? Deixe um comentário! Também aproveite para conferir outras dicas de alimentação que o Doutíssima traz para você.


[the_ad id="14710899"]
[the_ad id="14710899"]
[the_ad_group id="16404"]