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Brincar é a palavra mágica da infância. Neste período, a criança pode – e deve – abusar da grande “escola” que é a brincadeira, ferramenta essencial para a construção do intelecto, das emoções e de toda a estrutura psíquica.

É através do brincar que a criança pode ser, pensar e desejar tudo o que quiser. Afinal, a marca desse período é a imaginação, a criatividade e o direito ao lúdico. É brincando que a criança tem a possibilidade de transformar o pensamento em ato, trabalhar sua atividade motora. O pequeno erra e acerta, constrói e desconstrói um mundo de sonhos.

E hoje? Nossas crianças brincam de verdade? A infância continua a melhor parte da história?

A psicologia estuda incansavelmente o tema. Sintomas como medo, angústia e ansiedade tomam forma de bonecos, desenhos, cores e jogos, e o profissional se beneficia desse valioso material escutando aquilo que a criança nem sempre consegue dizer com palavras.

Na modernidade, encontramos pouco espaço para a construção: está tudo pronto para ser usado. A criatividade, não mais tão necessária, perde lugar para a reprodução de cenas, jogos e objetivos. Chega-se à idade adulta sem ter tido tempo de ensaiar, errar e aprender. Se a infância bem vivida traz equilíbrio e maturidade, a infância perdida deixa a insegurança entre o que se deseja e o que se demanda; há guerra entre a razão e a emoção, a necessidade do risco e o medo dele.

O adulto é peça fundamental nesse processo

Pois é a partir dele que a criança se autoriza a viver esta fase. A pressa em crescer, ser mocinha ou rapazinho encurta um caminho importante, de amadurecimento, aprendizado e descobertas que o brincar pode proporcionar.

Por isso, brincar é coisa séria. Este período da vida nos ensina a sabedoria de ver com as mãos, saborear com os olhos e escutar com o coração. Feliz é o adulto que se lembra de sua infância com um sorriso saudoso no rosto. Feliz é a criança que ainda constrói um brinquedo, faz de conta que é médico, tem amigos imaginários e acredita ser príncipe do seu próprio reino.


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