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Como saber se eu tenho depressão pós-parto

Por Redação Doutíssima 06/12/2013

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O seu filho nasce perfeito, os parentes estão felizes e o maridão emocionado, tudo ocorre tranquilamente, só que muitas mulheres já se queixaram de certa tristeza sem nenhuma causa, ou uma irritabilidade depois que dão a luz, como se não fossem capazes de cuidar do seu próprio filho e seguir a essa nova vida. Dependendo da estatística, de 50% a 80% das mulheres já questionaram de alguma tristeza nesse período.

Se você está passando por isso, você pode estar com depressão pós-parto, mas antes não se apavore, veja se esse sentimento é passageiro, pois em algumas semanas ele pode desaparecer. Isso ocorre porque o seu organismo passou por verdadeiras revoluções hormonais nos últimos tempos que podem ter mexido com o sistema nervoso central.

Mas como vou saber se eu tenho? Quais são os sintomas?

Geralmente depois de dois ou três dias surge a tristeza, atingindo o máximo em cinco e some em dez dias. Nesse meio tempo a depressão instala-se lentamente e só depois de quatro a seis semanas depois do parto, o quadro depressivo começa a ficar mais intenso. Nesse caso aconselha a um tratamento mais agressivo a base de medicamentos ou a base de terapias.

Por isso, deve-se ficar atenta a qualquer mudança nas primeiras semanas depois de ter dado a luz, ela provoca tristeza profunda, insônia, perda de apetite, oscilação de humor, ansiedade, excesso ou ausência de cuidados com o bebê, choro frequente, sentimento de culpa, entre outros.

Há algo que os parentes e amigos possam fazer?

Claro! Nada melhor que uma pessoa do lado para te escutar nas horas mais tristes, lembre-se que a depressão não é frescura! As vezes a pessoa pode ter uma recaída, e é muito importante que ela esteja acompanhada nessas horas. Veja abaixo algumas maneiras que podem ajudá-la a enfrentar esta fase:

1. Certifique-se de que ela está tomando o remédio como o médico orientou e de que esteja indo às consultas médicas (ou à terapia)

2. Caso ela não queira tomar remédios, procure tentar convencê-la a falar com um médico sobre outras alternativas

3. Acompanhe-a ao médico caso ela esteja relutante em ir por conta própria

4. Não dê conselhos do tipo “deixa disso” ou “vê se melhora o astral”. Ela certamente se comportaria de maneira diferente se conseguisse, se dependesse da vontade dela!

5. Auxilie, se puder, com as tarefas domésticas ou mesmo com o bebê, mas, por outro lado, não assuma tudo o que diz respeito à criança

6. Faça companhia caso ela tenha medo de ficar sozinha

7. Lembre-a o tempo todo de que tudo melhorará e que a tristeza vai passar

8. Se se trata de sua companheira, procure tratá-la como mulher, e não somente como a mãe do seu filho


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