tumblr_lvai32vbKo1qmh7wyo1_500Hoje em dia, é difícil uma pessoa se achar bonita quando se olha no espelho, pois vivemos em uma sociedade onde a vaidade é as vezes extrema. Contudo, olhar no espelho e se achar feio, quando você é uma pessoa perfeitamente normal aos olhos dos outros pode não ser apenas vaidade. Essa debilidade em enxergar-se bonito tem um nome, é chamado pela medicina de transtorno dismórfico ou dismorfofobia (a fobia do próprio corpo). Mesmo se essa doença afeta cerca de 2% da população (mais do que a esquizofrenia ou outros transtornos psiquiátricos), os cientistas sabem pouco sobre ela.

Mas um novo estudo da Universidade da Califórnia (UCLA), publicado na edição de maio da revista americana Neuropsychopharmacology, poderia conduzir à alguns grandes avanços. De acordo com as conclusões tiradas pelos pesquisadores desse estudo, os indivíduos que sofrem com a dismorfofobia têm más ligações entre as regiões do cérebro relacionadas com a visão e aquelas relacionadas a emoções. Claramente, a impressão que se tem de sua própria imagem não corresponde à realidade.

Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores da UCLA analisaram a atividade da “matéria branca” no cérebro de 14 adultos com transtorno dismórfico corporal e 16 adultos não afetados pela doença. Por matéria de informação, a substância branca se constitui de células nervosas que transmitem os impulsos a partir de uma região do cérebro a outra.

 

Tráfego cerebral desequilibrado

Os pesquisadores usaram um tipo de MRI (ressonância magnética) para recriar as rotas reais de matéria branca no cérebro. Após isso, eles planejaram certos tipos de padrões matemáticos para definir a freqüência com que a substância muda para uma determinada área do cérebro.

Conclusão: o movimento da matéria branca no cérebro de quem sofre com o transtorno dismórfico corporal é completamente desequilibrado em comparação com cérebros “normais”. A substância tende a se acumular em alguns lugares e não atravessam até o outro lado. Esta é a razão básica dos problemas de conexão entre a visão e a emoção do indivíduo.

“O quanto menos as conexões forem eficaz dentro do cérebro, mais graves serão os sintomas desse destúrbio, especialmente para comportamentos compulsivos: passar o tempo olhando para si mesma no espelho, por exemplo”, diz Jamie Feusner, pesquisador que liderou o estudo.

Segundo os cientistas da Califórnia, esta pesquisa poderia ajudar a descobrir com antecedência se uma pessoa está sofrendo de transtorno dismórfico corporal e tratá-la, estimulando as conexões cerebrais entre a visão e as emoções.


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