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Sexualidade

Sexo: como a tecnologia está mudando os hábitos sexuais

Por Redação Doutíssima 04/01/2014

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As pessoas estão fazendo sexo com menos frequência na Grã-Bretanha, e alguns especialistas acreditam que a tecnologia é a culpada.

“As pessoas têm tablets e smartphones, e estão levando-os para dentro do quarto, usando Twitter e Facebook, respondendo a e-mails”, disse o Dr. Cath Mercer da University College in London.

A Pesquisa Nacional da Grã-Bretanha de Atitudes Sexuais e Estilos de Vida entrevistou mais de 15.000 pessoas com idades entre 16 e 74 anos sobre as suas vidas sexuais. Os pesquisadores realizaram entrevistas com participantes de setembro 2010 a agosto 2012 e, em seguida, reuniram os dados em uma série abrangente de seis documentos. A pesquisa se vangloria de que  é “um dos maiores e mais completos estudos sobre o comportamento sexual realizado em um único país.” A partir de suas entrevistas, os pesquisadores descobriram três aspectos importantes: as pessoas estão fazendo sexo com menos frequência, estão mais aptas a ampliar o seu repertório sexual do que antes e as mulheres estão se envolvendo  sexualmente com mais parceiros do que antes.

“Isso reflete um afastamento do sexo sendo visto puramente no contexto da reprodução, e em direção a uma maior ênfase no prazer e diversão”, disse Kaye Wellings, chefe de pesquisa de saúde social e ambiental da Escola de Higiene e Medicina Topical de Londres, de acordo com a Associated Press.

Metade dos participantes do estudo relatou ter mantido  relações sexuais pelo menos três vezes durante o mês anterior à entrevista. Quando o levantamento foi feito em 1990, cerca de metade dos participantes afirmou que manteve  relações sexuais pelo menos cinco vezes durante o mês anterior. Wellings atribui a queda na  frequência na qual as  pessoas mantém relações sexuais ao uso mais difundido da tecnologia e à crise financeira. E ela pode estar no caminho certo.

“A tecnologia é claramente uma influência excessiva na sociedade de hoje e, naturalmente, atrai o foco de pessoas reais,” Jo Hudson, fundador da Kinky Times, disse ao Huffington Post UK. “As pessoas tocam seus smartphones mais do que tocam seus parceiros. Para o nosso dinheiro, a proibição do telefone na hora de dormir é tão  crucia quanto o veto à   tecnologia na mesa de jantar.”

E a frequência do sexo não é a única coisa que mudou desde 1990. Os britânicos relataram terem expandindo seu repertório sexual para incluir diferentes partes do corpo e mais parceiros do mesmo sexo. Cerca de 16 por cento das mulheres relataram ter tido uma experiência com o mesmo sexo, em comparação com cerca de sete por cento dos homens. E ambos os sexos também relataram praticar  mais sexo anal e oral.

Mas as mulheres, de longe, parecem ter abraçado a sexualidade de uma forma totalmente nova desde o primeiro estudo. De acordo com a AP, o número médio de parceiros sexuais relatados por mulheres dobrou desde o primeiro levantamento, aumentando de quatro para oito. Entre os homens, o número médio de parceiras sexuais aumentou de nove para 12.

“Houve um relaxamento das restrições sobre a expressão sexual”, disse Debra Lynne Herbenick, que liderou uma pesquisa similar nos Estados Unidos, de acordo com a AP. “As pessoas estão mais livres agora para explorar seus interesses sexuais.”


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