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Adulto também tem calendário de vacinas que precisa estar em dia

Por Redação Fortíssima 22/01/2014

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Tão importante para a saúde do adulto quanto da criança, seguir corretamente o calendário de vacinas ao longo dos anos, independente da idade, é uma das atitudes que ajudam a prevenir doenças graves como hepatite B e tétano. Muitas disponíveis nas redes públicas de saúde municipal e estadual, as aplicações devem fazer parte do calendário das pessoas, assim como os exames preventivos, conforme afirmam especialistas. A guarda do cartão também é considerada uma atitude importante, pois além de permitir o acompanhamento correto do calendário, evita o excesso de doses.

O calendário básico de adolescentes, adultos e idosos, também deve incluir o reforço de vacinas tomadas durante a infância. “Há algumas doses que devem ser fortalecidas ao longo dos anos, por isso é tão importante  manter o calendário de vacinas sempre em bom estado de conservação e atualizado”, afirma a coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria de Saúde do Estado, Fátima Guirra. Segundo ela, todos os municípios baianos estão cobertos com a disponibilização das principais vacinas necessárias para o público adulto, entre  as quais doses que previnem a febre amarela, hepatite B, Difteria e Tétano (DT).  Outras vacinas estão disponíveis apenas para crianças e público de maior risco de contágio.

Inclusa no calendário básico dos adultos está a tríplice viral (Sarampo, Rubéola e Caxumba). “A tríplice Viral  deve ser aplicada duas vezes antes dos 19 anos e, após os 20, uma nova dose de completar o ciclo, mas esta última tem que ocorrer antes dos 49 anos”, explicou Fátima, que também é enfermeira e possui pós-graduação em epidemiologia. Ela ressalta que a continuidade dos ciclos de imunização é indispensável para a proteção total contra da doença.

Também considerada vacina importante na prevenção de complicações mais graves à saúde está a imunização contra a hepatite B, que devem ser tomada por adultos com até 50 anos e por grupos de grande vulnerabilidade em geral. Quem toma as três doses necessárias, no ciclo que se fecha nos seis meses após a primeira, tem reduzido em quase por completo os riscos de sofrer de cirrose hepática e câncer hepático, complicações geradas pelo agravamento da Hepatite B. “As doses funcionam no sistema  0-30-180 dias e devem ser tomadas no período correto para ter a funcionalidade esperada”, continuou.

De controle internacional, a febre amarela é uma doença que requer constante reforço da vacina, a cada dez anos, assim como a imunização contra Difteria e Tétano. Fátima ressalta, no entanto, que grávidas e pessoas que sofreram acidente grave, tem o intervalo para nova dose reduzido para cinco anos nos casos de prevenção DT.

A coordenadora lembra ainda que, a partir de março de 2014, a vacina do HPV entra para o calendário básico, atendendo  as adolescentes de 11 a 13 anos e auxiliando na prevenção de câncer de colo do útero. Atualmente as doses contra a doença não é oferecida na atenção básica de saúde.

No caso específico dos idosos, a vacina contra o vírus Influenza deve estar na rotina anual dos maiores de 60 anos e dos grupos de risco.

Quanto mais cedo a imunização, melhor

Foco em outras atividades e a falta de diálogo entre pais e filhos são motivos que podem fazer com que adolescentes não atualizam o tradicional calendário de vacinas. A partir dos 9 anos de idade é possível que crianças se previnam contra o HPV, doença sexualmente transmissível. Quanto mais cedo for a imunização, melhor, já que ficará imune quando a vida sexual for iniciada. Em geral, aos 11 anos, os jovens  precisam do reforço da vacina tríplice bacteriana contra difteria, tétano e coqueluche. Essas doses só são encontradas em clínicas particulares.

Enfermidades que do ponto de vista epidemiológico são importantes como coqueluche e meningite também merecem atenção redobrada. De acordo com a Diretora Médica do Seimi Vacinas, Jacy Andrade, outro grupo de risco que deve ficar atento são as jovens mulheres por estarem em período fértil. “Ao protegê-las, estamos protegendo recém-nascidos na fase inicial de suas vidas pós-parto”, explica.

A questão cultural é outro fator que chega a atrapalhar a imunização dos jovens. “A vacina é considerada coisa de criança. A ideia da população é que adultos e adolescentes não precisam se vacinar. Por isso que muitos chegam desatualizados sobre o assunto nessa fase da vida”, fala Jacy. Paralelo ao cuidado com as imunizações, os pais têm um papel fundamental quanto ao orientar para as prevenções. A adolescência requer muito diálogo, já que é uma idade onde a autonomia não é absoluta, mas a necessidade de ser percebida, muitas vezes dizendo não, é muito frequente.  ”Por conta disso, a abordagem muitas vezes precisa ser diferenciada, mais flexível para que os adolescentes aceitem, às vezes, múltiplas furadas”, orienta Jacy.

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) e o uso de preservativos são temas que devem ser comentados frequentemente no âmbito familiar. Além disso, adolescentes que têm alguma situação especial de saúde precisam ser orientados com algumas vacinas que não são utilizadas rotineiramente nessa faixa etária. Vacinas importantes para adolescentes e adultos: Hepatite B, Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola),Tríplice acelular do adulto (difteria/tétano e coqueluche),HPV, Meningococo, Gripe.Hepatite A, Pneumococo.


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