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Saúde

Fibrilação atrial: reconheça os sintomas

Por Redação Fortíssima 15/02/2014

fibrilação atrial

Houve uma doença na família, e eu fui a principal cuidadora por vários meses. Meu ex-marido tinha sintomas da doença de Crohn.  Ele perdeu muito peso e teve que receber um tubo de alimentação. Sua recuperação levou muito tempo e exigiu a visita de enfermeiras a domicílio e duas ligações para o 190 por causa de desidratação. Foi estressante, mas, ao mesmo tempo, eu me sentia gratificada por poder ajudar alguém que gostava a recuperar sua saúde.

Ele conseguiu ir para casa e retomar boa parte das suas atividades regulares até o final de março, e em abril eu estava fora, levando meus cachorros para passear e aproveitando os dias ensolarados de primavera. Mas então comecei a observar que me sentia estranha de uma maneira que não conseguia descrever.

Isto é, quando os sintomas começaram a aparecer. Fiquei ainda mais sem fôlego quando estava caminhando do que normalmente ficava.  À noite, enquanto assistia TV, percebi que meus lábios estavam formigando. Eu me perguntava se estava hiperventilando. Uma noite, quando saí com clientes que também eram bons amigos, eu me senti muito ansiosa sem qualquer motivo.  Decidi fazer o que faço melhor − diagnosticar-me − como estando “estressada”.

Eu teria me convencido disso por muito tempo, mas, felizmente para mim, algumas manhãs depois, após retornar da minha caminhada, eu não podia mais ignorar a estranha sensação que eu sentia em meu peito. Não era dor, mas algo também não estava certo. Então, eu pedi ao meu amigo para me levar para o cardiologista, onde tomei conhecimento que tinha fibrilação atrial.

Minha fibrilação atrial tornou-se persistente, e tive que tomar anticoagulantes e outros medicamentos. Visto que realmente não sabia quando apresentei os sintomas da fibrilação atrial pela primeira vez (algumas pessoas podem dizer imediatamente), não podia realizar uma cardioversão, pois isso poderia causar um acidente vascular cerebral. Tive que esperar três meses e fazer exames de sangue regulares para determinar que os meus anticoagulantes estavam funcionando corretamente. Então meu cardiologista realizou uma cardioversão e meus batimentos cardíacos retomaram o ritmo sinusal normal e assim permaneceram.  (Eu tive sorte. Isso só acontece 25% das vezes.)

É uma vantagem saber não apenas que você está apresentando fibrilação atrial, mas saber quando ela começa, porque às vezes uma cardioversão pode ser realizada imediatamente. Qual é a sensação de ter fibrilação atrial? As respostas são tão variadas quanto as pessoas que a manifestam.

“Eu fui a uma festa no meu campus e permaneci acordada durante a maior parte da noite. Quando acordei na tarde seguinte, meu coração estava acelerado e palpitando. Fiquei realmente assustado. Pensei que estava tendo um pesadelo, mas não conseguia me acalmar. Meus amigos me levaram para o centro de saúde de estudantes e eles me disseram que eu tinha fibrilação atrial. Eles perguntaram se tinha consumido muito álcool e a resposta foi sim. Eles chamam isso de Coração de Férias. Os sintomas desapareceram no dia seguinte”.

“Eu estava no hospital e tentando seguir em frente sem minha dose de morfina pela primeira vez desde a cirurgia. Então…um batimento cardíaco muito rápido, grandes pausas e meu coração parou de bater completamente… isso passou 12 horas mais tarde e não voltou mais”.

“Eu estava simplesmente tonto. Senti-me zonzo. Por fim, desisti e fui ao médico”.

“Nós estávamos tendo nosso encontro mensal regular da faculdade e de repente me senti como se dois esquilos estivessem correndo em uma gaiola no meu peito. Foi a sensação mais estranha que eu já tive. Eu pensei que talvez fosse indigestão. Mas estava errado – era fibrilação atrial e acabei tendo que tomar anticoagulantes”.

As pessoas relatam sensação de tontura, dor no peito ou sensação de cansaço. Outros descrevem uma ansiedade sem causa aparente. Às vezes, as pessoas sentem-se quentes, enjoadas ou calafrios. E outras não sentem nada.

“Eu só descobri que tinha fibrilação atrial, quando fui ao médico para obter novas receitas de medicamentos. O médico achou que o meu batimento cardíaco estava rápido e meu coração soava um tanto estranho. Ele fez um eletrocardiograma e diagnosticou o problema. Após fazermos mais alguns testes, foi constatado que eu tinha fibrilação atrial e essa condição iria se manifestar e sumir”.

“Meu coração batia aceleradamente e pulava alguns batimentos. É muito assustador. Não é tanto a sensação de palpitação, mas sim do coração falhar, e a cerca de 95 batimentos por minuto”.

A fibrilação atrial pode ser persistente ou paroxística (intermitente). De qualquer maneira, ela pode ter graves consequências para a saúde. Você pode saber que tem, pode pensar que algo está errado, ou pode descobrir em um exame físico para diagnosticar algo completamente diferente.  No entanto, o conhecimento é a sua melhor arma. Saiba o máximo que puder sobre esse batimento cardíaco irregular comum para que possa se proteger, e aqueles que você ama, de suas graves consequências.


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