Dica do Dermatologista

Saúde mental e doenças de pele: uma relação ainda mais evidente

Por Redação Doutíssima 18/02/2014

Não há mais dúvidas de que a saúde mental afeta o organismo. Doenças de pele, em muitos casos, têm sua origem no desequilíbrio emocional. Assim, tratar a causa deve fazer parte do processo de cura de enfermidades cutâneas.

Como a mente desencadeia enfermidades

Não é difícil encontrar autores que afirmam que o insconsciente e a saúde mental são o ponto de partida para diversas doenças, não apenas as de pele. Luto, estresse, culpa, autopiedade, vergonha, humilhação, incapacidade de perdoar alguém, traição e outras emoções em excesso e não trabalhadas podem desencadear problemas no funcionamento do organismo.

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Desequilíbrio emocional causa ou agrava doenças de pele. Foto: iStock, Getty Images

A ciência está em constante busca pela comprovação dessa relação. Mas no caso das doenças de pele, é possível afirmar com certeza a ligação entre o estado emocional e o surgimento de lesões, manchas e outros problemas.

Doenças de pele e emoções

A dermatologista e assessora do Departamento de Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia Valéria Campos cita um estudo recente que avaliou o efeito do relaxamento em pacientes com lesões de pele e descobriu que essa tranquilização mental estimulava a cicatrização mais rápida.

 

Outros casos mencionados pela especialista são de vitiligo e acne em adultos. O primeiro é comum em crianças cujos pais estão se separando ou que perderam alguém próximo. Já as espinhas tardias são relacionadas com o excesso de trabalho e falta de tempo para o lazer.  As duas situações ainda agravam o estado emocional, reduzindo a autoestima e dificultando o convívio social.

A dermatite seborreica, por exemplo, é desencadeada pela fadiga e estresse emocional. Alterações hormonais, clima seco, temperaturas baixas e excesso de oleosidade na pele também provocam essa doença.

Já a rosácea, que provoca manchas avermelhadas no rosto, pescoço e colo está relacionada com ansiedade e estresse. Sentimentos como vergonha ou raiva fazem a pessoa ruborizar com facilidade, um fator precursor dessa doença de pele, segundo a dermatologista. Essa doença pode ser tratada, mas não tem cura.

O suor excessivo, chamado de hiperidrose, também tem ligação com a saúde mental. Os seus efeitos emocionais, no entanto, surgem mais como consequência do que como causa.

Segundo Valéria, constrangimento, isolamento, incômodo físico, alterações psicológicas, baixa autoestima e outros problemas relacionados ao convívio social podem se desenvolver em pessoas com essa doença.

De fator autoimune, a psoríase é causada ou agravada pelo estresse. Estudos informam que 80% dos portadores dessa doença de pele são expostos a situações de vida que causam estresse ou sofrem com perturbações psicológicas como transtorno de ansiedade e depressão. Assim como a rosácea, é um problema que não tem cura.

Outra doença de pele diretamente ligada ao desequilíbrio emocional é a alopecia areata, que é a perda de pelos ou cabelos. A enfermidade é de origem autoimune, mas é sabido que depressão e ansiedade são agravantes.

Por fim, a dermatite atópica, doença sem cura que causa lesões principalmente em crianças, é muito mais frequente em pessoas deprimidas. A especialista diz que há estudos que traçam o perfil dos portadores da doença como indivíduos mais inseguros, dependentes, sensíveis, hiperativos e reprimidos emocionalmente.

 

 

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