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Relato de mãe: Um segundo pode mudar nossa vida

Por Redação Doutíssima 19/02/2014

Você já parou para pensar sobre atitudes quase automáticas do nosso dia-a-dia mas que, em um segundo, podem salvar nossa vida ou a dos que amamos? Leia este relato e entenda melhor

 

um segundo

 

Sabe aquele momento em nossa vida que um segundo pode mudar completamente o rumo das coisas? Há pouco mais de uma semana, eu e minha família passamos por ele. Na verdade, acho que passamos todos os dias, em cada um dos segundos que vivemos, mas nem sempre nos damos conta. Felizmente, minha vida segue quase que como antes, mas por um segundo pensei que nem estaria mais aqui.

Dia 9 de fevereiro, por volta das 19h, voltávamos eu, meu marido e minha filha de um aniversário da amiguinha dela, em uma chácara que ficava a menos de meia hora de nossa cidade. Depois de um dia tranquilo, assim também pegamos a rodovia de volta pra casa.

Com frequência, minha filha dorme ao andar de carro, ainda mais depois de um dia inteiro brincando na piscina. Mesmo estando na cadeirinha própria pra idade dela, a cabeça acaba tombando pra frente. Às vezes, eu permaneço no banco do passageiro e só dou uma olhada de vez em quando, mas não raramente eu pulo para o banco de trás pra segurá-la; neste dia, foi isso que eu fiz.

Meu marido dirigia sem ultrapassar o limite de velocidade e estava na faixa da esquerda. Estávamos quietos, cada um pensando no que faria quando chegássemos em casa. Eu pensava que pegaria novamente a estrada logo mais para acompanhar um trabalho de parto no hospital.

Mas nossos pensamentos foram bruscamente interrompidos com um grande barulho e uma pancada da cabeça contra o encosto do banco. Sem entender muito bem o que estava acontecendo, meu marido só tentava controlar a direção do carro. Eu, até então sentada no meio do banco traseiro, segurando a cabeça da minha filha, no mesmo segundo dividia atenção entre saber se estava tudo bem com ela, entender o que estava acontecendo e pensando “vamos capotar”.

Só consegui pedir pro meu marido manter a calma pra tentar controlar o carro e parar logo no acostamento. Nisso, ele olhou no espelho retrovisor e logo viu que quem tinha capotado era o carro que acabava de bater na nossa traseira. Aí então entendemos o que havia acontecido.

Eu nem conseguia olhar pra trás, só conseguia olhar para o lado, pra minha filha, que ainda dormia na cadeirinha. Com a pancada e o balanço do carro, ela chegou a acordar, olhou pra mim e antes que caísse no sono de novo eu perguntei se estava tudo bem, se ela estava com alguma dor, se havia batido a cabeça, enfim, mil perguntas e um grande desespero. Felizmente, ela parecia não ter realmente sentido ou sofrido nada.

Meu marido conseguiu chegar ao acostamento e, assim que paramos, outros 2 carros que viram o que havia acontecido também pararam para ver se estava tudo bem. Pessoas que eu nunca tinha visto, mas que naquela hora foram verdadeiros anjos que vieram nos dar apoio e, até o final, testemunhar que tínhamos sido apenas vítimas de um acidente. No entanto, vítima mesmo tinha sido o causador do acidente. A 150 km/h, ele vinha “costurando” todos os carros, até que não conseguiu desviar do nosso e, colidindo a essa velocidade, capotou o carro e foi arremessado para fora pelo para-brisa. E não resistiu.

Ao mesmo tempo em que estávamos bem e a traseira do nosso carro tinha sido, em partes, destruída, a gravidade da situação e pensar no que poderia ter acontecido nos abalou bastante emocionalmente. Eu mal deixava minha filha continuar dormindo, pois ainda precisava ter certeza se ela estava bem. Eu não estaria nada bem até confirmar mais uma vez.

Eu sempre digo que quando eu mais preciso saber se ela está bem, ela está com sono ou dormindo e isso me deixa bem confusa. Mas parecia mesmo que estava tudo normal. Algum tempo depois, alguns amigos que estavam no mesmo aniversário vieram para nos ajudar, graças a outros amigos que viram o acidente e, vendo que estávamos ali, ligaram e pediram para que fossem nos encontrar. Enquanto todo o processo de desenrolava (perícia, etc.) uma amiga me trouxe com a Bia pra casa e outros ficaram com meu marido, que estava visivelmente abalado com toda a situação.

As perguntas do tipo “e se…?” eram inevitáveis. E se nossa filha não estivesse na cadeirinha? E se estivéssemos com outro carro, que não a nossa SUV forte e estável? E se estivéssemos correndo? E se ele tivesse batido na lateral? Atingiria direto o lado onde estava nossa filha. Não que quiséssemos nos torturar, mas pensar que aquele um segundo poderia ter sido fatal pra gente, assim como foi também para o motorista do outro carro. Na verdade, ainda passa pela nossa cabeça até agora, mais de uma semana depois do acidente.

O valor de um segundo

um segundo

Como tudo na vida, podemos tirar algumas lições. O assento infantil protege sim a criança. Ainda assim, alguns cuidados com o modelo devem ser tomados, por exemplo, essa questão da cabeça tombar para frente. Eu mesma já uso outro modelo no meu carro por este motivo. Cinto de segurança sempre, não importa se no banco dianteiro ou traseiro. Não ultrapassar o limite de velocidade, muito menos costurar na pista. Estar atento sempre, por nós e pelos outros. Isso tudo não impede um acidente, mas podem amenizar as consequências.

Nossos amigos foram nossa família naquele momento e desconhecidos foram mais do que amigos, uma grande lição de solidariedade. Sem falar no carinho que recebemos depois que todos ficaram sabendo que tinha acontecido.

Naquela noite eu devo ter dado atenção triplicada pra minha filha. Não conseguia negar nem os docinhos que ela pedia àquela hora da noite. Meu marido chegou tarde e ainda não conseguia conter o choro. Dormimos os três bem agarradinhos na cama.

Nós, que cremos em Deus, não acreditamos em sorte, mas acreditamos que tenha sido mesmo um milagre nada de mal ter acontecido conosco e com todas as outras pessoas que passaram por ali na pista naquele momento. Acreditamos que Deus não permitiu mesmo que alguma coisa de ruim acontecesse naquele momento e, por algum motivo, permitiu que fosse a vez daquele homem de 39 anos.

A sensação é aquela de termos recebido “uma nova chance” de vida. Mais uma vez, uma nova chance, que ganhei em um segundo, para tentar ser uma pessoa melhor.

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