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Inibidores da SGLT2: saiba como funcionam os novos tratamentos para o diabetes mellitus

Por Dr. Mateus Dornelles Severo 28/03/2014

Como a ciência está em constante desenvolvimento, surgem a cada dia novos tratamentos para as mais diversas doenças. Conheça os inibidores de SGLT2, mais novos tratamentos para a diabetes. 

SGLT2

Recentemente aprovada nos Estados Unidos pelo FDA, uma nova classe de medicamentos para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 está prestes a desembarcar no Brasil. São os inibidores da SGLT2: dapaglifozina e canaglifozina.

A sigla SGLT2 faz referência ao nome em inglês de uma proteína encontrada nos nossos rins, que é alvo terapêutico desses novos remédios: o cotransportador sódio-glicose tipo 2. Essa proteína é responsável por reabsorver a glicose que é filtrada pelos rins antes que ela seja eliminada pela urina.

As glifozinas, como também são conhecidos esses novos medicamentos, agem bloqueando o funcionamento desta proteína, e o resultado é a eliminação de glicose pela urina. No paciente diabético, este mecanismo é capaz de baixar os níveis de glicose no sangue independentemente da insulina. Nos estudos realizados até o momento, além de reduzir a glicemia, o uso de glifozinas também foi capaz de reduzir a pressão arterial e o peso de quem as usou. Contudo algumas ressalvas merecem ser feitas.

Estudos sobre s inibidores da SGLT2

SGLT2Por se tratar de uma nova classe de medicamentos, os inibidores da SGLT2 ainda não foram estudados em longo prazo, isto é, dados mais confiáveis de eficácia e segurança ainda estão faltando. Além disso, não são medicamentos potentes, ou seja, apresentam resultados modestos na redução da hemoglobina glicada. Também não devem ser usados em pacientes com diminuição moderada a grave da função dos rins, e, nos estudos disponíveis até o momento, as glifozinas foram responsáveis por aumento na incidência de candidíase vaginal e de infecções genitais nos seus usuários.

Em resumo, apesar do mecanismo de ação inovador e da perspectiva de entrada em breve no mercado nacional, os inibidores de SGLT2 ainda precisam provar que realmente são medicamentos confiáveis para terem lugar junto aos demais tratamentos orais para o diabetes mellitus.

 

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