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Aprenda a identificar os sintomas da arritmia cardíaca e saiba quais doenças podem estar associadas

Por Redação Doutíssima 22/04/2014

As arritmias são um sinal de que há algo errado com o coração. Elas causam uma alteração anormal nos batimentos cardíacos por minuto e no intervalo entre um batimento e outro. No entanto, muitas vezes, as pessoas apresentam os sintomas da arritmia cardíaca apenas eventualmente e não chegam a procurar um médico por não acreditarem que pode ser um problema mais sério.

Dessa forma, é essencial saber o que causa esse distúrbio e quais são os primeiros sinais de que ele está por perto. Os tipos de arritmia variam de acordo com a frequência cardíaca (batimentos lentos ou rápidos demais) que o problema desencadeia e com o local de origem (no átrio, no ventrículo ou na junção entre essas câmaras). A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia, atingindo 5% das pessoas na faixa dos 60 anos e 9% na faixa dos 70 anos.

sintomas da arritmia cardíaca

Doença pode afetar indivíduos saudáveis e quem já teve um problema cardíaco. Foto: Shutterstock

Sintomas da arritmia cardíaca

Os sintomas podem ter intensidades variadas e é preciso estar atento a cada um deles. Eles podem afetar tanto indivíduos com um coração saudável quanto quem já tenha apresentado alguma doença cardíaca. Neste último caso, os sinais podem ser acentuados e merecem ainda mais atenção.

Os principais sintomas da arritmia cardíaca são os seguintes:

– Dor torácica;

Desmaio rápido;

– Batimentos cardíacos mais rápidos (taquicardia);

– Batimentos cardíacos mais lentos (bradicardia);

– Batimentos irregulares (fora do ritmo);

– Vertigem ou tontura;

– Palidez;

Falta de ar;

– Mudanças no padrão do pulso;

Sudorese (suor excessivo).

Em casos mais avançados, a pessoa pode apresentar sintomas mais intensos de arritmia cardíaca, como cansaço atípico e excessivo, sensação de fraqueza, tontura, mal-estar e dor de cabeça, além de desmaios mais longos (há maior demora em reaver os sentidos), sensação de nó na garganta, angina (dor no peito) e suor frio.

Ao apresentar algum dos sintomas de arritmia cardíaca e se deparar com a suspeita de que esse seja o problema, procure imediatamente um médico. A arritmia tem cura, mas, para isso, é essencial fazer uma investigação detalhada de cada caso e começar o tratamento o quanto antes.

Doenças associadas

É importante observar ainda que a arritmia pode estar associada à outras doenças. Entre elas, pode-se destacar: pressão alta, doença coronariana, problemas na tireoide como o hipotireoidismo ou hipertireoidismo, desequilíbrios químicos no sangue (como alteração na concentração de sódio, potássio ou cálcio), doenças de nascença do coração (como má formação), insuficiência cardíaca, histórico de ataque cardíaco, Doença de Chagas, ansiedade, estresse e anemia. Além disso, o problema pode ser associado também ao consumo excessivo de cafeína, álcool, drogas e cigarro.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o tipo de arritmia. Nos casos de bradicardia, ele geralmente é feito através do implante cirúrgico de um marca-passo, aparelho que produz artificialmente os impulsos que deveriam ser gerados pelo nó sinusal.

Já quando o paciente apresenta taquicardia ou fibrilação atrial, o tratamento inicia com medicamentos antiarrítmicos e a correção definitiva ocorre com a cauterização do foco do estímulo indevido. Nos casos mais graves, o tratamento começa com cardioversão com desfibriladores, para restaurar o ritmo cardíaco, e prossegue com medicamentos ou o implante de um desfibrilador externo sobre o tórax para monitorar o coração e, ao identificar uma arritmia, aplicar o choque local automaticamente.

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