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Especialidades

Coração artificial: uma nova chance para os pacientes cardíacos

Por Redação Doutíssima 02/05/2014

Quem sofre de problemas cardíacos graves tem uma esperança que, cada vez mais, ganha espaço na medicina. Graças aos avanços científicos, hoje já é possível implantar um coração artificial em pacientes que aguardam na fila por um transplante de coração.

Estima-se que, atualmente, existam mais de 150 mil portadores de cardiopatias terminais aguardando esperançoso por um transplante, sendo que 60% deles perdem a luta e não conseguem resistir encontram esperam que seja encontrado um doador compatível.

Coração artificial é opção para pacientes que aguardam na fila por transplante. Foto: Shutterstock

Coração artificial é opção para pacientes que aguardam na fila por transplante. Foto: Shutterstock

Chamada de Sistema Paracorpóreo de Assistência Ventricular Implantável, a tecnologia do coração artificial se baseia em um conjunto de cânulas e bombas que transportam o sangue, simulando o funcionamento do coração.

Enquanto que as cânulas são conectadas em um ou dois ventrículos do coração, a bomba fica do lado de fora. “O procedimento é indicado em situações clínicas emergenciais ou crônicas, sempre devido à falência do músculo cardíaco”, explica o cirurgião cardiovascular José Glauco Lobo Filho, doutor em Cirurgia Cardíaca.

Tecnologia do coração artificial

Segundo o especialista, apesar da grande incorporação tecnológica absorvida nos últimos anos por estes dispositivos, a medicina ainda espera uma significativa melhora no funcionamento e facilidade de controle clínico destes aparelhos.

“Acredito que, na grande maioria dos casos, eles serão utilizados durante períodos de tempo relativamente curtos, seja para resolução temporária de uma doença aguda, seja como espera de um transplante cardíaco”, pontua o médico.

Apesar de sua utilização já ter sido aprovada há mais de dez anos, o coração artificial ainda traz consigo alguns problemas. Os riscos da intervenção incluem a formação de coágulos sanguíneos e as possibilidades de hemorragia, de infecção e de mau funcionamento do dispositivo.

“Várias tentativas de construção destas próteses têm sido testadas clinicamente desde o final da década de 1960 sem, no entanto, lograr êxito, sendo que suas maiores complicações foram relacionadas à coagulação sanguínea, uma vez que esses aparelhos eram inteiramente metálicos”, salienta Lobo Filho.

Avanços em 2013

Somente no final de 2013 foi implantado o primeiro coração artificial total em um indivíduo, tendo como grande diferencial o fato de ele ser revestido inteiramente de tecido biológico.

Por meio da cirurgia, que foi realizada por uma equipe médica em Paris, na França, se conseguiu minimizar os problemas de coagulação sanguínea que até então ocorriam nestes procedimentos. No entanto, o paciente sobreviveu apenas por 75 dias, não se sabendo ainda ao certo a causa precisa que levou ao seu óbito. Ainda assim, a equipe médica demonstrou entusiasmo com o desempenho mecânico do coração artificial após sua implantação no paciente.

Para o cirurgião Lobo Filho, a dimensão deste projeto, o compromisso e a capacidade técnica dos especialistas que estão envolvidos neste trabalho possibilitará que, em um futuro próximo, esta tecnologia esteja inteiramente integrada à cirurgia cardiovascular praticamente em todos os países.

“Outro aspecto que nos faz ser otimistas é que se estima que cerca de 30 mil pessoas morram anualmente no mundo de falência cardíaca por falta de doadores ou por não serem selecionados para o transplante por outras razões clínicas. Nessa situação, o coração artificial seria a única esperança de sobrevida desses pacientes”, conclui Lobo Filho.

 

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