Cabelos

Entenda as causas e consequências da alopecia areata (parte 2)

Por Dra. Anaflávia Oliveira 21/08/2014

O último post era sobre a Alopecia Areata, e vamos continuar então com o tema:

 

alopecia areata

foto: shutterstock

Algumas perguntinhas que quase todos os pacientes fazem sobre a doença:

• Porque tem pessoas que desenvolvem a Alopecia Areata?
• Por que comigo?
• Porque alguns desenvolvem a forma mais leve ou mais grave?
• Outros respondem bem ao tratamento e outros não têm resposta?

 Descubra quais são os fatores da doença Alopecia Areata:

Em primeiro lugar, ela é um conjunto de fatores (multifatorial) – Como a teoria do queijo suíço falado no último artigo: em que um desastre só ocorre quando há uma sequência de erros ao mesmo tempo. Na AA, não é diferente. Vejam a quantidade de erros e problemas que ocorrem e determinam o aparecimento, gravidade e evolução da doença.

1º: Predisposição genética: presença de HLA. Além disso, há várias formas e locais de manifestações dessas alterações genéticas, por isso, existe uma grande variedade de formas clínicas de AA e também uma enorme variedade de respostas aos tratamentos. Há os que respondem até mesmo sem tratamento, há os que respondem muito bem fazendo o tratamento e há os que não respondem mesmo fazendo o tratamento.

2º: Fatores imunológicos e hormonais são influenciados pelo meio ambiente que vivemos: Tem sido relatado que o vírus da gripe pode aumentar a produção de IFN, e essa citocina inflamatória pode provocar ou exacerbar a Alopecia Areata (AA).

3º: Estresse Físico-Emocional (Doenças, estilo de Vida, perdas importantes, mudanças repentinas na vida, trabalho estressante, relações familiares ou amorosas problemáticas): O estresse físico e/ou emocional também pode perturbar o equilíbrio das raízes. Isso não é besteira, como muitos acreditam. Há comprovações, de doenças auto-imunes precipitadas pelo estresse ou de substâncias liberadas durante o estresse que prejudicam as raízes. Elas possuem um microambiente próprio, além de um equivalente periférico completamente funcional do eixo HPA, que podem estar envolvidos na resposta ao estresse da pele.

 

alopecia areata

foto: shutterstock

 

Há interações complexas do sistema neuroendócrino no folículo piloso como ocorrem no eixo hipotálamo, hipófise e adrenal (via sistêmica). Como se o funcionamento das raízes do cabelo, “reproduzisse” o que ocorre no eixo HPA (interação neuro-endócrina).
Acredito que essas descobertas do mundo, chamadas, FOLÍCULO PILOSO estão apenas no início e que serão uma luz no fim do túnel para a descoberta de tratamentos curativos da AA (Alopecia Areata), em especial aos que não respondem bem aos tratamentos atuais.

Conclusão do Artigo na íntegra:

“O FP é um “miniorgan” dinâmica com microambiente imunológico e hormonal únicas. Privilégio imunitário é o aspecto mais intrigante da IC imunologia, que é caracterizado pela baixa de MHC classe I. O colapso do HFIP é induzido por determinados fatores ambientais, tais como infecções por vírus , e que envolve a produção de quimioquina Th1/Tc1 , CXCL10 , em HF , que atrai as células Th1 e Tc1 para os bulbos capilares . Consequentemente, HF autoantigénios são reconhecidos por células T citotóxicas auto-reactivas . Atividade do eixo HPA no HF liga os aspectos do sistema imunológico e hormonal do HF . Estresse ambiental pode influenciar tanto os microambientes imunológico e hormonal do HF e resultar no desenvolvimento de AA (alopecia areata). Pacientes com AA, podem ter uma resposta atenuada de um estressor fisiológico aguda , resultando numa redução da expressão de glicocorticoides .Em conclusão , o estresse emocional pode afetar pacientes com AA por causa de uma resposta de corticosterona aos hormônios e danos imunológicos, e alterado atividade HPA pode ocorrer como consequência da resposta imune associada com AA.

 

Referências Bibliográficas :
. Recent Advances in the Pathogenesis of Autoimmune Hair Loss Disease Alopecia AreataDepartment of Dermatology, Hamamatsu University School of Medicine, 1-20-1 Handayama, Higashi-ku, Hamamatsu 431-1192, Japan, Received 2 May 2013; Accepted 19 August 2013 Clinical and Developmental Immunology
Volume 2013 (2013), Article ID 348546, 6 pages
. Tratado Dermatologia Fitzpatrick

 

 

Gostou do artigo? Qual é a sua opinião sobre ele? Venha compartilhar suas experiências e tirar suas dúvidas no Fórum de Discussão Doutíssima! Clique aqui para se cadastrar!


Sites parceiros