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Como a doença do sono age no organismo

Por Redação Doutíssima 01/12/2014

Causada pela picada da mosca tsé-tsé, presente principalmente em países africanos, a doença do sono afeta seriamente o sistema linfático do indivíduo e, caso não seja tratada adequadamente, pode ser fatal. O parasita responsável pela doença é encontrado na saliva de diferentes espécies de moscas que se alimentam de sangue.

 

Mas, nem todas as moscas tsé-tsé estão infectadas com ele, sendo que, frequentemente, sua picada provoca apenas algum desconforto. Seus sintomas incluem sonolência durante o dia, ansiedade, mudanças de humor, sudorese e fraqueza, entre outros.

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Causada pela picada de uma mosca, enfermidade pode matar. Foto: iStock, Getty Images

Evolução da doença do sono

 

 

A doença do sono progride lentamente, podendo atacar o cérebro e as meninges – as membranas que cobrem o cérebro e a medula espinhal. A presença do protozoário acaba provocando uma alteração no sono. Com isto, o indivíduo fica mais sonolento e cansado, apesar de não conseguir dormir e descansar o suficiente.

 

Após a transmissão do minúsculo protozoário, por meio da picada, a doença começa com um período de incubação em que não há nenhuma manifestação de sintomas, mesmo que o parasita esteja presente.

 

Uma ou duas semanas após o contágio, a doença do sono começa a se mostrar através de uma lesão característica na zona da pele onde houve a inoculação da patologia, podendo haver lesões locais de vários centímetros de diâmetro, com vermelhidão e inchaço.

 

Há também a ocorrência de muita dor, mas este processo todo desaparece espontaneamente ao fim de alguns dias ou semanas. No entanto, na maioria dos casos, esta lesão inicial cutânea acaba por não se manifestar ou até mesmo passando despercebida.

 

Febre é sintoma da doença do sono

 

Somente depois deste período de incubação, momento em que os parasitas se espalharão pelo sistema circulatório do indivíduo, é que surgirão as primeiras manifestações da doença do sono.

 

Ela age no organismo, inicialmente, por meio de uma febre, com uma notória subida da temperatura do corpo acompanhada por intensos arrepios e suores que, posteriormente adotam um padrão mais irregular.

 

Outra manifestação muito habitual desta fase inicial da doença do sono é a inflamação dos gânglios linfáticos, que fica mais evidente nos que se situam na nuca e na região supraclavicular.

 

As típicas manifestações neurológicas da doença se manifestam na segunda fase, ao fim de alguns meses. Ocorrem alterações no comportamento e na personalidade, indiferença ao que acontece ao redor, debilidade, tremores dificuldade em se locomover, dificuldades na linguagem, alterações de humor, intensa sonolência e letargia.

 

Também é comum ocorrer mal estar, perda de peso, dores de cabeça, sendo que, por vezes, a enfermidade gera pequenas erupções ou manchas na pele que causam coceira.

 

Doença pode matar em poucos meses

 

Algumas formas e manifestações da doença do sono são mais severas e rápidas em sua evolução. O parasita leva o indivíduo à morte em poucos meses, caso não se proceda ao devido tratamento.

 

Isto porque ela pode levar o indivíduo a um quadro de insuficiência grave do coração, que pode ser fatal antes mesmo de ter atingido o sistema nervoso central.

 

Para tratar a doença do sono, é preciso fazer a administração de medicamentos ativos contra os protozoários responsáveis pela enfermidade.

 

Caso o tratamento seja realizado na fase inicial da transmissão, é possível eliminar os protozoários em poucos dias, enquanto que nas fases avançadas da doença é necessário que seja feita uma ação terapêutica mais prolongada.

 

Além disto, é preciso administrar outros medicamentos que aliviem os eventuais sinais e sintomas, devendo-se proceder à hospitalização do paciente, caso seja necessário, para prevenir ou tratar as complicações das fases mais avançadas da enfermidade.

 

 

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