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Qualidade de vida

Veja como lidar com o transtorno de ansiedade generalizada

Por Redação Doutíssima 06/12/2014

O que poderia ser algo natural e normal, de repente se torna doença. Ter medo, ansiedade, dúvida, insegurança e outras sensações negativas é algo comum a todos os humanos. São mecanismos naturais de defesa mas que, em excesso, prejudicam, e se tornam o transtorno de ansiedade generalizada (TAG).

 

Em algumas circunstâncias, esses mecanismos auxiliam o corpo e a mente a se ajustarem diante de determinada situação que exige foco ou cautela. O problema começa quando eles sobrepujam todos os demais e assumem relevância desproporcional no cotidiano, tornando-se o centro constante das atenções e norteando as ações.

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Mecanismos naturais de defesa em excesso são sinal de doença. Foto: iStock, Getty Images

Caso este estado mental persista e se prolongue, foge ao saudável e pode significar transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Aí é chegada a hora de buscar auxílio profissional, pois dificilmente será possível reverter o quadro sem acompanhamento.

 

Transtorno de ansiedade generalizada pode durar anos

Conforme o Manual de Classificação de Doenças Mentais (DSM.IV), adotado internacionalmente, o transtorno de ansiedade generalizada se caracteriza por um padrão de apreensão desmedido e persistente, que independe do contexto e se prolonga por no mínimo seis meses – mas pode durar anos.

 

De difícil controle, a patologia acarreta enorme sofrimento ao paciente e reduz sua qualidade de vida em todos os aspectos.

 

Atualmente, segundo estatísticas, a enfermidade atinge cerca de 6% da população mundial, com maior incidência de pacientes idosos e mulheres. No Brasil, a patologia atinge diversas faixas etárias, havendo uma pequena predominância feminina.

 

Sinais do transtorno de ansiedade generalizada

O transtorno de ansiedade generalizada apresenta sintomas não apenas psicológicos, mas também físicos, acarretados pela somatização das angústias.

 

Apesar de seu sinal mais evidente residir na presença constante de uma preocupação ou tensão no paciente, mesmo diante de circunstâncias tranquilas, o TAG só se confirma quando um adulto apresenta três ou mais evidências orgânicas. No caso de crianças, basta mais de uma, dentre as seguintes:

 

Aumento da frequência urinária

 

Boca seca

 

Dificuldade de concentração

 

Dificuldade de engolir

 

Excesso de suor

 

Fadiga

 

Insônia ou sono agitado

 

Irritabilidade, inquietude

 

Palpitações (falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial)

 

Problemas de estômago (náusea ou diarreia)

 

Sintomas de depressão

 

Tensão muscular (tremedeira, dores de cabeça)

 

Umidade nas mãos ou pés

 

Diagnóstico

Como o transtorno de ansiedade generalizada pode apresentar diversos sintomas comuns a outras doenças psíquicas, é necessário que o médico realize uma bateria completa de exames físicos e mentais, a fim de afastar hipóteses como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), fobia social ou síndrome do pânico, por exemplo.

 

Para chegar ao diagnóstico de TAG, o profissional precisa considerar o histórico clínico e de vida do paciente, realizar testes, entrevistas, avaliação clínica criteriosa e, algumas vezes, solicitar exames complementares. Quando a doença atua em paralelo a um quadro de depressão, o caso é então considerado transtorno misto ansioso e depressivo.

 

Causas

O transtorno de ansiedade generalizada acomete pessoas de todas as faixas etárias, inclusive crianças. Estudos indicam que fatores genéticos estão entre as causas, além de elementos psicossociais como alcoolismo e estresse.

 

Há indícios, ainda, de que a doença está relacionada a um distúrbio nos índices de serotonina e noradrenalina (ambos neurotransmissores ligados à ansiedade) na corrente sanguínea, cujas causas são ignoradas.

 

Tratamento

O tratamento de TAG consiste em auxiliar o paciente a retomar sua normalidade nas ações cotidianas e geralmente adota uma associação entre alguma modalidade de terapia cognitivo-comportamental (TCC) e fármacos, tais como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), inibidores de norepinefrina e antidepressivos ou antiepilépticos.

 

 

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