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Saiba ajudar na educação do filho que tem autismo

Por Redação Doutíssima 12/12/2014

Disfunção que compromete a comunicação, a capacidade de interação e o comportamento, o autismo é uma síndrome que afeta em torno de 1% da população mundial. Ainda que interfira no processo de desenvolvimento do indivíduo, o autismo possui graus de intensidade.

 

Quadros mais severos da doença, em geral, são caracterizados por mutismo e isolamento completo, além de movimentos exagerados e repetitivos. Em casos mais moderados, pode haver apenas alterações na fala e alguma dificuldade em expressá-las, o que não significa que a criança não disponha de um nível intelectual normalizado.

 

autismo

Síndrome que atinge 1% da população apresenta diferentes graus. Foto: iStock, Getty Images

 

Habilidades e autismo

 

Em algumas situações, há crianças com autismo que apresentam, inclusive, habilidades extraordinárias, ou seja, ou memória superior à média, ou aptidão para cálculos matemáticos complexos e até afinidade com instrumentos musicais.

 

Segundo a Associação Brasileira de Autismo (Abra) as crianças com Síndrome de Asperger, uma forma mais branda do transtorno, ou com grau leve da doença não só podem como devem ser inseridas à escola, pois dispõem dos requisitos exigidos para alfabetização e formação como tantos outros.

 

A vivência escolar pode ajudar a criança com autismo em vários aspectos. A socialização é um deles. No começo, pode ser que a inserção seja difícil, já que deve tratar-se de uma nova experiência, o que não é apreciado por pessoas com autismo.

 

Com persistência e paciência, os pais devem mostrar que as idas à escola farão parte da nova rotina, o que aos poucos deve ser aceito.

 

A presença do autista no ambiente escolar pode despertar a descoberta de suas capacidades de forma que seus potenciais podem ser explorados ao máximo. Nas aulas de artes, por exemplo, a criança pode encontrar um meio de expressão.

 

Para tornar o colégio uma experiência positiva, os pais precisam, antes de apresentar a criança a este novo mundo, mapear todos os sintomas do autista, descrever pontos fortes e questões a serem aprimoradas ou tratadas com mais cuidado, e levar estas informações à escola eleita. Avaliar a estrutura física (se há ou não recursos pedagógicos para a formação de crianças especiais) e a presença de profissionais aptos a lidarem com este tipo de diversidade é importante.

 

Rotina escolar ajuda no autismo

 

Conversar com os professores para que saibam como administrar eventuais crises agressivas da criança também pode ajudar. De igual maneira, peça que lhe expliquem os métodos que pretendem usar para a assimilação do conteúdo pelo seu filho.

 

Uma vez acostumada com o cotidiano escolar, não deixe de levar a criança à escola. Há pais que acreditam que a frequência mínima de três dias na semana é suficiente, o que não é verdade. Como as demais crianças, o autista deve respeitar os horários das aulas. Deve entender que tem direitos e deveres, e que a ida ao colégio faz parte de seu crescimento. Também como acontece com outros alunos, deve ter os cadernos revisados. Não esqueça de oferecer ajuda nas lições, sem fazer o tema pela criança. Estimule-a a aprender.

 

Elogie-a. Lembre-se que a presença da criança com autismo no ambiente escolar é um direito garantido em lei desde 2012 e que, caso algum gestor se recuse a matriculá-la, poderá ser punido legalmente.

 

 

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