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Dica do Dermatologista

Tricotilomania: distúrbio neurológico pode levar à calvície

Por Redação Doutíssima 14/12/2014

Em algum momento, todo mundo já se pegou enrolando os cabelos nos dedos enquanto refletia sobre alguma coisa. Há casos de quase arrancar os cabelos diante de uma situação de extrema ansiedade e nervosismo. No entanto, este ato pode se tornar repetitivo, transformando-se em um distúrbio psicológico, conhecido como tricotilomania.

 

Pessoas que sofrem deste transtorno arrancam os fios de cabelo de forma impulsiva, enrolando os fios no dedo para depois puxá-los por longas horas. Nos casos mais graves, elas acabam ficando calvas ou com grandes falhas no couro cabeludo. Mais comum em mulheres iniciando a fase adolescente, a doença afeta até 4% da população.

Quando “arrancar os cabelos” já não é só uma metáfora. Foto: iStock, Getty Images

Quando “arrancar os cabelos” já não é só uma metáfora. Foto: iStock, Getty Images

Tricotilomania e problemas neurológicos

 

Muitos que sofrem com este distúrbio neurológico, não sentem dor ao arrancá-los, sendo também comum o ato de brincar com os fios arrancados. Os pacientes passam o cabelo sobre os lábios, colocando-os na boca ou os enlaçando entre os dedos antes de puxá-lo pela raiz. Frequentemente, várias dessas características se manifestam na mesma pessoa.

 

Não existe uma única causa para a tricotilomania. O distúrbio pode ser desencadeado tanto por aspectos psicológicos e sociais quanto neurobiológicos e genéticos, havendo quase sempre uma combinação destes vários fatores.

 

E mais, o transtorno não se manifesta de forma homogênea. Ele pode se iniciar devido a tensões dentro da família, problemas na escola ou dificuldades de relacionamento com outras crianças.

 

Sentimentos depressivos, estresse e problemas para lidar com a raiva também estão em sua base, sendo que o fato de arrancar cabelos é encarado como uma distração, uma forma de minimizar a tensão, o que reforça o comportamento.

 

Outras psicopatologias também estão associadas a esta doença.  É o caso dos transtornos de ansiedade e abuso do álcool, mas não raramente ocorrem também distúrbios de personalidade.

 

Além do sofrimento causado pelo transtorno, a tricotilomania pode gerar outras consequências como, por exemplo, o hábito de comer os fios arrancados, que é conhecido como síndrome de Rapunzel, o que pode causar a formação de um novelo de cabelos (tricobezoar) no estômago ou no intestino.

 

Em decorrência, podem surgir cólicas ou, mais raramente, obstrução intestinal. Outra consequência é a erosão dental e infecções de pele.

 

Tricotilomania limita vida social

 

Como em geral, quem sofre da tricotilomania se envergonha de seu comportamento e teme serem descoberto, muitas delas não frequentam piscinas ou praias, evitam ir ao cabeleireiro, não praticam esportes em companhia de outras pessoas e temem todo contato social mais próximo.  

 

O principal tratamento para este distúrbio é a terapia comportamental cognitiva, envolvendo equipes de saúde multidisciplinares, como médicos e psicólogos. Ela deve ser adequada individualmente ao paciente.

 

Para isto, o terapeuta deverá analisar exatamente quais fatores influenciam no quadro clínico. Caso exista uma associação entre inibições sociais e a tricotilomania, por exemplo, a prioridade é reforçar a autoconfiança. Já se o transtorno é sintoma de experiências traumáticas, estas devem ser abordadas com prioridade. Em alguns casos, também se faz necessário o uso de medicamentos.

 

A estética é o último passo para o tratamento da tricotilomania, principalmente quando os cabelos foram arrancados pela raiz. A primeira etapa é resolver os transtornos emocionais que levam a doença. Depois disto, 99% dessas pessoas conseguem recapilarizar o couro cabeludo.

 

 

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