Os dias ensolarados, que para muitos são motivo de comemoração, para outros pode ser razão de algum desconforto. Pode ser fotofobia. Há pessoas que, ao exporem-se à luz, às vezes sinalizam problemas para manter os olhos abertos, piscando em excesso e experimentando lacrimejamento e vermelhidão ocular.

 

Muitas pessoas se deparam ainda com coceira ocular e sensação de tontura. Alguns relatam dores de cabeça. Indivíduos de olhos claros ou com menor pigmentação da retina, a exemplo dos albinos, compõem o grupo dos mais vulneráveis à fotofobia, o que não significa que outros não possam experimentar as indisposições da aversão à claridade.

fotofobia
Grande sensibilidade pode afetar especialmente pessoas de olhos claros. Foto: iStock, Getty Images

 

Fotofobia pode ser temporária

 

Uso prolongado de lentes de contato, episódios de ardência ocular prévia, abrasão da córnea, consumo de drogas (anfetaminas, atropina, cocaína, fenilefrina, etc) e dilatação da pupila para exames oftalmológicos são situações que podem levar à fotofobia temporária.

 

Se os sintomas não desaparecem em dois dias – o que pode incluir também dores de cabeça e visão embaçada – o conselho é buscar imediatamente orientação médica. O grau de intolerância à luz varia de indivíduo para indivíduo, considerando ainda que os quadros podem ser associados ou com fatores patológicos ou apenas com ambientais.

 

As enfermidades oculares possíveis de estarem relacionadas aos episódios de fotofobia incluem: astigmatismo; meningite; ulceração córnea; uveíte; infecção nos olhos; doenças degenerativas da retina; exotropia (estrabismo divergente com desalinhamento de um dos olhos para fora); glaucoma, Síndrome de Mears-Irlen e até autismo.

 

A deficiência de vitamina A é mais uma condição que pode acarretar em fotofobia e, ainda, em atrofia ótica severa. Há situações em que o indivíduo é tão sensível aos ambientes claros que inclusive a luz artificial (ênfase às lâmpadas fluorescentes) pode incomodá-lo.

 

Medidas preventivas a fotofobia

 

Sempre que tiver ligação com causa subjacente, a fotofobia só é controlada mediante o tratamento da doença motivadora. Em situações em que a dificuldade de expor-se à luz tem conexão com aspectos externos, algumas medidas simples podem auxiliar a lidar com a sensibilidade ocular extrema.

 

Neste contexto, mencionam-se: evitar sair no sol; manter os olhos fechados o maior tempo possível; investir na compra de óculos escuros, que devem ter as lentes clareadas gradualmente para que o indivíduo volte a se acostumar aos poucos com a luz; e, sempre que puder, escurecer os ambientes aos quais circula.

 

Celebridades nacionais e internacionais já admitiram serem vítimas da fotofobia. Bono Vox, vocalista do U2, anunciou recentemente ter foto-sensibilidade por ser portador de glaucoma. O cineasta espanhol Pedro Almodovar também não esconde ser vítima da sensibilidade à luz. No Brasil, Jorge Ben Jor reconhece que o uso permanente de óculos não é só questão de estilo, mas sua forma de proteção aos seus olhos sensíveis.

 

Até o ditador e líder nazista, Adolf Hitler, sugerem alguns pesquisadores, teve de lidar com a fotofobia.

 

É possível que pessoas ultrassensíveis à claridade que não revelam o problema em razão de doença associada tenham, portanto, as pupilas ligeiramente maiores que a média de forma que a luz atinge as córneas com mais intensidade, o que acaba por suscitar a série de incômodos.

 

 

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