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Psicologia

Você é um comprador compulsivo? Conheça os sinais

Por Redação Doutíssima 17/12/2014

Sabe quando você está no shopping e tem vontade de comprar todas as peças de roupas, acessórios e sapatos dispostos nas vitrines? Mas daí você pensa friamente e sai sem comprar nada, feliz da vida. Pois é, em algumas pessoas a felicidade só é alcançada se elas comprarem, e muito. Trata-se do chamado comprador compulsivo.

 

Ele apresenta falhas em conexões do cérebro que nos dão a sensação de planejamento e por impulso sai comprando tudo o que vê pela frente.

 

Horas ou minutos depois a felicidade conquistada na hora da compra vai embora e o que fica são sentimentos de impotência e vergonha, as contas, muita vezes de milhares de reais, e objetos desnecessários e até repetidos.

 

Essas atitudes do comprador compulsivo causam não apenas danos financeiros, mas também prejudicam suas relações pessoais com familiares e amigos.

 

comprador compulsivo

Falta de controle nas compras é doença e exige tratamento. Foto: iStock, Getty Images

 

Comprador compulsivo não planeja seus atos

 

A principal característica do comprador compulsivo é justamente não conseguir resistir o impulso de comprar. A pessoa que sofre deste distúrbio é incapaz de planejar ou ponderar as consequências dos seus atos no curto ou no longo prazo.

 

O único objetivo é saciar a sua vontade de adquirir novos objetos. O consumo compulsivo está inserido no grupo dos transtornos do impulso, onde estão presentes os jogadores compulsivos, pessoas que sofrem de amor patológico e os dependentes de internet.

 

O distúrbio também é conhecido como oniomania e é desencadeado devido a problemas emocionais e frustrações amorosas.

 

O paciente, que em 90% dos casos são mulheres, percebe estas questões comuns da vida como extremamente negativas, frustrantes e até incapacitantes. O comprador compulsivo é quase como se fosse uma segunda personalidade que nasce para ajudar a pessoa a lidar com os sentimentos negativos que ele tem.

 

Algumas pesquisas sugerem que o comprador compulsivo também pode sofrer da chamada dependência de shopping center – onde o paciente é viciado em compras e comida e pode até desenvolver cleptomania, transtorno onde a pessoa se sente obrigada a roubar pequenos objetos. No entanto, ainda não é unanimidade entre os pesquisadores. 

 

O tratamento para a oniomania é semelhante aos de pessoas dependentes de álcool ou drogas. Como os portadores do distúrbio são economicamente ativos, o primeiro passo é pedir para que alguém da família administre o seu dinheiro.

 

Sem ter como pagar pelos objetos, eles não podem levar. Evitar shoppings centers, ruas com muitos comércios e sites de compra pela internet também fazem parte das primeiras etapas do tratamento.

 

Abstinência pode atingir comprador compulsivo

 

A psicoterapia e a terapia em grupo, onde as pessoas contam sobre seus problemas e conquistas diárias, também fazem parte do tratamento. O paciente comprador compulsivo ainda pode sofrer de abstinência, depressão e ansiedade provocadas pela ausência de novas compras.

 

O mais importante é a pessoa conseguir descobrir qual o sentimento ou acontecimento que a vez substituir a dor pela compra compulsiva. Os médicos afirmam que se a pessoa identificar a origem do transtorno e passar por uma educação sobre as consequências que a oniomania provoca, tem grandes chances de cura.

 

A recaída também é observada neste distúrbio, por isso o acompanhamento familiar pós-tratamento é fundamental.

 

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