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Amor e Sexo

Pegador Julien Blanc causou revolta no mundo todo. Saiba mais

Por Redação Doutíssima 29/12/2014

Da Austrália, ele foi expulso. Em diversos países, como Canadá, Reino Unido e Brasil, é alvo de petições para que seja proibida sua entrada nesses locais. Conhecido mundialmente como pegador, o suíço Julien Blanc se propõe a ensinar a arte da conquista para os homens. Entretanto, seus ensinamentos e técnicas são considerados violentos e, por isso, sua presença não é bem-vinda em muitos lugares do mundo.

Pegador usa métodos ofensivos

Em seu site oficial, Blanc descreve sua própria linha de trabalho como ofensiva, inapropriada e emocionalmente assustadora, mas efetiva. Ele viaja o mundo, em locais onde consegue entrar, se apresentando como um instrutor de paquera que ensina outros homens a terem sucesso com o sexo oposto.

pegador

Pegador Julien Blanc provoca polêmica no mundo todo. Foto: iStock, Getty Images

Chega a cobrar até 3.700 dólares por seus cursos, que garantem aos alunos que aprenderão a conseguir uma namorada ou sexo casual, além de enrolar os seguranças de baladas famosas para conseguir entrar nas festas.

Para se ter uma ideia do foco de sua abordagem, uma das técnicas mais conhecidas do pegador é quando o homem agarra a mulher que deseja pelo pescoço. Imagens dele colocando isso em prática foram publicadas em seu perfil no Twitter – que agora está protegido – e acabaram viralizando a hashtag #ChokingGirlsAroundTheWorld, que significa “estrangulando meninas pelo mundo”.

Pegador não é bem-vindo

Em novembro de 2014 o pegador acabou virando notícia por todo o mundo. Trata-se de um vídeo publicado por ele, no qual aparece maltratando mulheres japonesas e dizendo que, se você é um homem branco, pode fazer o que quiser em Tóquio. No mesmo vídeo, ele explicou como seus alunos poderiam agarrar uma mulher pelo pescoço com o objetivo de levar sua cabeça para o meio de suas pernas.

Essa demonstração aparece em prática no vídeo, e ele a demonstra com mulheres reais, que aborda nas ruas e em uma casa noturna. Uma ativista japonesa que reside nos EUA teve acesso a esse vídeo e, imediatamente, colocou no site Charge.org uma petição que pedia o cancelamento do tour de Blanc.

Nessa época, Blanc visitaria a Austrália. Porém, a petição acabou repercutindo pelo mundo e ativistas australianos iniciaram um movimento para impedir sua atuação por lá. O visto de Blanc foi cancelado, e os hotéis onde aconteceriam as palestras cancelaram as reservas.

Para justificar essa expulsão, o ministro australiano da Imigração afirmou que o pegador não propaga ideias políticas, mas incentiva uma forma de abuso depreciativo contra as mulheres. O repúdio a Blanc se espalhou rapidamente por outros países, como o Reino Unido, onde outra petição contra a concessão de visto para ele já soma mais de 86 mil assinaturas.

No Canadá, o ministro da Imigração, Chris Alexandre, declarou, por meio de seu perfil no Twitter que as ideias do pegador vão contra a decência e os valores do país.

Já por aqui, a mera possibilidade de desembarque do suíço em solo brasileiro causou polêmica nas redes sociais, o que resultou em uma nota oficial do Itamaraty, que declarou que será avaliada qualquer solicitação de visto, uma vez que já existem elementos suficientes que recomendam a denegação.

 

 

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