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Clínica Geral

Conheça a síndrome de Rokitansky e saiba como tratá-la

Por Redação Doutíssima 03/01/2015

A síndrome de Rokitansky é uma doença congênita rara, também conhecida por MRKH, que se caracteriza por provocar alterações no útero e na vagina, fazendo com que se encontrem pouco desenvolvidos ou ausentes.

Assim sendo, a mulher que sofre desta síndrome costuma apresentar um canal vaginal curto ou nasce sem o útero. No entanto, apesar da ausência do útero e da vagina, ela possui tubas uterinas e ovários, o que possibilita sua cura por meio de uma cirurgia, especialmente nos casos de malformação da vagina.

síndrome de rokitansky

Alterações no útero marcam doença que pode ter consequências psicológicas. Foto: iStock, Getty Images

Síndrome de Rokitansky descoberta aos 16 anos

Geralmente, a síndrome de Rokitansky é detectada por volta dos 16 anos, quando a menina não apresenta menstruação ou quando, ao iniciar a vida sexual, surgem dificuldades que impedem ou bloqueiam o contato íntimo. No entanto, suas mamas se desenvolvem normalmente e todos os sinais de feminilidade estão presentes.

A síndrome de Rokitansky também causa problemas de audição, renal ou esquelético, especialmente a escoliose, mas não de forma sistemática, além de problemas cardíacos e hérnias. Estima-se que a doença atinja uma menina em cada 5 mil.

 

Embora as causas da síndrome de Rokitansky ainda sejam desconhecidas, estudos apontam que a origem é de ordem genética, sendo que a anomalia surge durante a 6ª semana de vida embrionária.

Devido à ausência do útero, a mulher portadora da síndrome terá mais dificuldade para engravidar, o que exigirá a necessidade de técnicas de reprodução assistida, como inseminação artificial, para que isto venha acontecer.

Em grande parte dos casos, a mulher também terá problemas durante a relação sexual em decorrência de sua pequena profundidade vaginal, o que poderá vir a gerar conflitos de identidade de gênero e de auto-imagem.

Por outro lado, normalmente não há diminuição da libido ou falta de desejo sexual, já que o clitóris se mantém íntegro, havendo ausência de alterações hormonais. Diante deste quadro, é possível aumentar a profundidade da vagina por meio de uma cirurgia reparativa chamada neovagina.

Diagnóstico da síndrome de Rokitansky

Os sintomas da síndrome de Rokitansky dependerão da malformação que a mulher vir a sofrer, sendo que os mais recorrentes são: ausência de menstruação, dor abdominal recorrente, dificuldade para manter uma relação sexual e para engravidar, incontinência urinária, infecções urinárias frequentes, e problemas na coluna.

Diante destes sintomas, a mulher deve consultar um ginecologista para a realização de um exame de ultrassonografia pélvica, rins e vias urinárias para que o médico possa estudar os órgãos afetado pela síndrome. O diagnóstico também pode ser feito com outros exames como ultrassom, ressonância magnética e laparoscopia e testes de cariótipo.  

Caso seja diagnosticado o problema, a menina precisará de todo apoio dos familiares e da equipe médica, pois, além do aspecto físico, a maior preocupação está no aspecto psicológico. O tratamento normalmente inclui a realização de uma cirurgia para corrigir as malformações na vagina ou para transplantar um útero, caso a mulher deseje engravidar.

Porém, nos casos mais leves de malformações na vagina, o médico pode recomendar apenas que se faça uso de dilatadores vaginais de plástico que esticam o canal vaginal, permitindo que a mulher mantenha o contato íntimo de forma adequada.

 

 

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