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Clínica Geral

Útero invertido impossibilita a gravidez? Descubra

Por Redação Doutíssima 05/01/2015

O útero invertido (ou retrovertido) é uma alteração anatômica que atinge de 15% a 25% das mulheres. Nesta condição, ao invés do órgão estar virado para frente, ele está posicionado para trás, podendo ter leves deslocamentos para a direita ou esquerda.

Existem duas variantes para essa alteração: o fixo e o móvel. No fixo dores pélvicas ou ao urinar, além de cólicas menstruais podem aparecer. Já mulheres que têm o móvel, podem sentir dores em algumas relações sexuais e desconfortos durante o ciclo menstrual.

útero invertido

Alteração anatômica não causa grandes problemas na vida da mulher. Foto: iStock, Getty Images

Mulheres com útero invertido podem engravidar

O útero invertido não impede a gravidez. Embora ter o útero invertido possa dificultar um pouco mais, o fato não traz grandes consequências para a ocorrência da gravidez. O que acontece é que mulheres com a alteração anatômica estão mais propícias a desenvolver endometriose.

Esta doença é causada pelo deslocamento do tecido que reveste a parte interior do útero (endométrio), o que causa sangramento e ardência. Com esta ardência, as trompas (órgãos responsáveis pela fecundação e fertilidade feminina) perdem a mobilidade, e isso sim pode causar problemas na hora de engravidar.

Durante a gravidez, o útero invertido não vai trazer riscos nem para a mãe, nem para o bebê. O único incômodo que o quadro clínico pode causar é o desconforto para urinar. Quanto ao parto, ele pode ser normal ou cesariana, dependo da condição de cada paciente.

No decorrer da gestação, o útero assume uma posição mais próxima da correta, por isso o parto normal é possível, porém o médico é quem dirá qual será o melhor procedimento.

Como identificar o útero invertido

Na maioria das vezes a alteração na posição do órgão é descoberta durante exames de rotina, daí a importância de fazer consultas periódicas com o seu ginecologista. Dores nas costas, cólicas intensas, desconfortos para urinar ou com certas posições sexuais podem ser indícios do problema.

Algumas mulheres, em especial as que têm útero invertido móvel, não sentem nenhum destes sintomas e só descobrem quando engravidam ou em exames, como o Papanicolau. Por isso, o tratamento muda de acordo com cada paciente.

Em alguns casos não há a necessidade de nenhum tratamento, pois a alteração não interfere na vida e na saúde da mulher. Já em outros, quando existe o consenso entre o médico e a paciente, o tratamento é feito com hormônios.

Cirurgias de correção são realizadas apenas em casos extremos, e geralmente são desnecessárias. Todavia, o melhor tratamento é esperar, seguir as orientações médicas para que uma gravidez saudável ocorra.

O que causa essa alteração anatômica?

 

O útero invertido pode ser natural ou adquirido. No primeiro, ele é um fator genético, ou seja, a mulher já nasce com o órgão voltado para trás. Nesse caso, ele não irá se reverter e tomar a posição correta naturalmente.

O segundo tipo, o adquirido, pode surgir por alguns motivos. A bexiga cheia, por exemplo, pode deslocar o órgão por um curto espaço de tempo. O parto causa a perda de pressão dos tendões que seguram o útero no lugar, e isso pode causar o deslocamento, que também é facilmente revertido.

 

 

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