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Pele

Lipoma: saiba mais sobre esse tipo benigno de tumor

Por Redação Doutíssima 06/01/2015

O lipoma é um tipo benigno de tumor do tecido gorduroso, que se desenvolve embaixo da pele (entre a pele e o músculo) a partir do acúmulo de células de gordura. Como os demais tumores benignos, seu crescimento é lento e bem demarcado, porém apresenta volume na pele, tornando-se perceptível a olho nu.

É geralmente fácil de identificar, pois move-se rapidamente quando pressionado com os dedos. Dependendo do tamanho que atingir, pode causar incômodos tanto estéticos quanto físicos.

lipoma

Tumor benigno pode ocorrer em qualquer pessoa e em várias áreas do corpo. Foto: iStock, Getty Images

Lipoma tem tamanhos variados

Também conhecido como lipomatose, este tipo de tumor pode apresentar tamanho diferenciado – desde meio centímetro até diversos centímetros de diâmetro. A pele que recobre o lipoma, entretanto, continua com aspecto normal, não apresentando lesões.

Em muitos casos, o nódulo só é percebido após a apalpação. As lesões são geralmente encontradas em braços, coxas, abdômen, tórax e pescoço.

A maior parte dos casos de lipoma ocorre em pessoas com idade entre 40 e 60 anos, mas já foram registradas ocorrências da doença também em crianças. Quando ocorrem lesões múltiplas, e geralmente dolorosas, a patologia passa a ser chamada de lipomatose.

Esta ocorrência múltipla é normalmente fruto de influência hereditária. Já as lesões únicas (ou em pequeno número), geralmente são resultantes da proliferação de tecido adiposo localizado. Porém é importante lembrar que, ao contrário do que se deduz, a obesidade não causa lipoma.

Diagnóstico do lipoma

Se o médico suspeitar após a apalpação e a observação, é coletada uma amostra do material, que será submetida à biópsia (análise laboratorial do tecido supostamente doente) para a confirmação do resultado.

Essa análise minuciosa é importante, pois outras lesões subcutâneas podem ser facilmente confundidas com o lipoma, inclusive algumas lesões malignas, como sarcomas e metástases cutâneas.

Cistos também são bastante parecidos com este tipo de lesão. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito por médicos de especialidades diferentes para garantir o resultado correto.

Usualmente são cirurgiões plásticos, dermatologistas e cirurgiões gerais que avaliam e confirmam a doença. A análise através da biopsia pode diferenciar de outras lesões como sarcoma, melanoma outros tumores.

Quando a lesão cresce perto de algum nervo, pode pressioná-los, causando dor. Vale salientar que este é um tipo raro de câncer, mas quando verificada alguma saliência que se move rapidamente quando apalpada, melhor consultar um médico.

Tratamento

A melhor forma de tratar o lipoma é com a retirada cirúrgica, que pode ser através da cirurgia tradicional ou por lipoaspiração. O procedimento é, na maioria dos casos, pouco invasivo, podendo ser realizado em ambulatório, com anestesia local, e sem a necessidade de cuidados especiais, como jejum.

Até mesmo algumas lesões maiores, se avaliadas de forma adequada, podem ser retiradas com uma pequena incisão, evitando cicatrizes grandes.

Em casos menos frequentes, o tumor pode se desenvolver por baixo do músculo, o que implica um estudo para avaliar a melhor forma de retirá-lo. De qualquer modo, o tratamento se resume à retirada, não necessitando outros meios de combate à doença. Até o momento, não foi encontrada um forma de prevenção.

 

 

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