Uma reclamação cada vez mais recorrente entre os brasileiros é sobre a hora de dormir. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 50% da população do País afirma não estar satisfeita com a qualidade do sono e 33% sofre de apneia do sono. A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma doença crônica e evolutiva.
Apneia obstrutiva do sono cessa a respiração
Esta doença é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias, o que ocasiona paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme. A respiração cessa porque as vias aéreas colapsam, impedindo que o ar chegue até os pulmões.
Assim que o cérebro recebe a mensagem de que algo está errado, a pessoa desperta do sono por um breve momento – quando vias respiratórias reabrem e permitem que a respiração volte ao normal – entretanto, o problema se repete ao longo da noite.
Se não for tratada, a apneia obstrutiva do sono pode originar ou agravar uma doença cardiovascular, como arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca e hipertensão.
Em pessoas adultas, as principais características do distúrbio são a suspensão da respiração por 10 segundos em cinco ou mais vezes por hora de sono e a consequente redução dos níveis de oxigênio no sangue. Em crianças, dois ou três segundos de parada respiratória são suficientes para o sangue dar apresentar de falta de oxigênio.
Fatores de risco da apneia obstrutiva do sono
Entre as causas da doença, cirurgião bucomaxilofacial Dr. José Flávio Torezan destaca a obesidade. “Pode levar à apneia obstrutiva do sono por causar estreitamento da faringe e obstruir a passagem do ar”, alerta.
Entretanto, a origem do problema também pode estar relacionada à combinação entre fatores como: amígdalas e adenoides muito grandes; obstrução crônica do nariz por causa de tumores, desvio de septo, pólipos nasais e hipertrofia dos cornetos.
Dormir de barriga para cima; queixo projetado um pouco para trás, que faz recuar a base da língua; álcool, tabaco, medicamentos à base de benzodiazepínicos e refluxo gastroesofágico, também são fatores relacionados à síndrome.
Sintomas da apneia obstrutiva do sono
Entre os principais sintomas da apneia obstrutiva do sono, estão o ronco (à noite) e a sonolência (ao longo do dia). Contudo, outros sintomas ao acordar também podem estar relacionados com a doença, como: sentir sensação sufocamento, dor no peito, dor de cabeça, sentir boca seca, dor de garganta, impotência sexual e irritabilidade.
Tratamento
O tratamento para apneia obstrutiva do sono deve ser acompanhado de mudanças no estilo de vida do paciente. Primeiramente, é fundamental evitar os fatores de risco como: obesidade, ingerir bebidas alcóolicas e fumar. “O objetivo principal do tratamento é manter as vias respiratórias abertas para que durante o sono a respiração não seja interrompida.
Em alguns casos é indicado o uso de aparelhos odontológicos na boca durante a noite para manter a mandíbula posicionada mais para frente e impedir o bloqueio das vias aéreas e em outros casos a cirurgia é a melhor opção”, conclui Torezan.
Segundo o especialista, em casos mais graves é indicada a cirurgia maxilar, que melhora muito a qualidade de vida do paciente.
Sobre o Dr. José Flávio Torezan
- Graduado em Odontologia pela faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas/SP (entre 1988 e 1991);
- Residência em Odontologia Hospitalar pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (entre 1992 e 1993);
- Especialista e mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-faciais pela FOP-UNICAMP (1995-1998);
- Doutorando em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-faciais pela FOP-UNICAMP (2009 até a presente data);
- Professor coordenador do curso de especialização em implantes da Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas de Campinas (desde 1998);
- Ex-professor adjunto de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-faciais da Universidade de Santo Amaro (entre 1999 e 2005);
- Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-faciais;
- Membro da International Association of Oral and Maxillofacial surgeons.Filiado ao Royal College of Surgeons (London);
- Cirurgião buco-maxilo-facial em clínica privada com atividade exclusiva em cirurgia ortognática, cirurgia das ATM’S, cirurgias reconstrutivas maxilo faciais e tumores de boca;
- Atua nos Hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio Libanês, Alemão Osvaldo Cruz, Santa Catarina, São Luiz e Hospital do Coração, em São Paulo/SP.
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