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Clínica Geral

Doação de órgãos: como é a espera por transplante no Brasil

Por Redação Doutíssima 18/01/2015

Em 1954, na cidade de Boston, nos Estados Unidos, foi realizado o primeiro transplante de órgão bem sucedido no mundo. Na ocasião um rim de um homem foi transferido para seu irmão gêmeo. Antigamente, esse tipo de cirurgia era raro, arriscado e a doação de órgãos era praticamente inexistente.

 

doação de órgãos

Doação de órgãos é gesto altruísta que salva vidas em todo o mundo. Foto: iStock, Getty Images

Com os avanços da medicina, os transplantes estão cada vez mais comuns e seguros. Para se ter ideia, os primeiros transplantes de fígado poderiam durar até 24 horas. Hoje, esse prazo foi reduzido para cinco horas.

Entre janeiro e setembro de 2014, só no Brasil, foram realizados cerca de 5.900 transplantes (sem contar os transplantes de tecidos). Com a popularização desse procedimento cirúrgico, torna-se cada vez mais importante o papel do doador de órgãos.

No País, existem mais de 29 mil pessoas aguardando o transplante de algum órgão, conforme aponta a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Se comparada com os últimos anos, a espera pelo transplante de um órgão no País diminuiu drasticamente. Em 2008, essa fila era mais que o dobro da atual.

O tempo de espera para o transplante de um órgão varia por conta de muitos fatores. Por exemplo, o transplante de córnea possui um tempo de espera praticamente nulo. Já  órgãos como fígado e rins têm uma média que varia de seis meses até mais de um ano.

Porém, o Brasil é um país caracterizado pelas diferenças socioeconômicas, culturais, regionais e demográficas. Por isso, existem estados com um número elevado de pessoas que optam pela doação de órgãos e outros com índices muito baixos.  Então, não são raros os casos de pessoas que esperam anos para receber o novo órgão.

Em que situações é permitida a doação de órgãos?

 

Em 4 de fevereiro de 1997, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sancionou a Lei número 9.434, que regulamenta a doação de órgãos no Brasil. Ela assegura a “disposição gratuita de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, em vida ou post mortem, para fins de transplante e tratamento”.

A doação de órgãos é permitida após a constatação médica de morte encefálica do doador. Também pode acontecer em vida (para transplantes como o de um dos rins ou parte do fígado), desde que não coloque em risco a saúde de quem está cedendo o órgão.

Qualquer pessoa juridicamente capaz pode se declarar uma doadora de órgãos. Não é preciso deixar por escrito a intenção de doação de órgãos. Contudo, deixe claro para seus parentes esse desejo. Caso seja atestada a morte encefálica, são os familiares que vão autorizar por escrito a sua decisão.

Doação de órgãos: como funciona para receber?

 

Todas as pessoas que precisam de um órgão devem entrar numa fila única. Existe um cadastro nacional, controlado pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), responsável por organizar a distribuição de órgãos de acordo com um conjunto de critérios pré-estabelecidos.

Esses critérios são responsáveis pela distribuição correta, igualitária e justa dos órgãos. Fatores como compatibilidade do órgão com o possível transplantado, pacientes que precisam do órgão com mais urgência e pacientes com mais tempo de fila são considerados. Também a logística para o transporte do órgão em tempo hábil para a cirurgia ajuda a definir o destino de determinado órgão.

 

 

 

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