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Gestante

Governo quer estimular o parto normal no Brasil

Por Redação Doutíssima 26/01/2015

Para estimular o parto normal, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou,  no dia 7 de janeiro de 2015, a Resolução Normativa n.º 368. As regras apresentadas nesse documento entrarão em vigor após 180 dias da publicação.

 

parto normal

O parto normal traz muitos benefícios à saúde da mãe e do bebê. Foto: iStock, Getty Images

 

A resolução estabelece que as empresas de plano de saúde ofereçam para as gestantes o número de partos normais e cesarianas realizadas no último ano, divididos por médico e hospital. Depois de solicitado, as informações deverão ser entregues à paciente no prazo máximo de 15 dias.

Outra obrigatoriedade imposta pela norma é o fornecimento do Cartão da Gestante, dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Esse, contará com todos os dados da futura mamãe, incluindo informações sobre o pré-natal, pressão arterial, problemas respiratórios e alergias a medicamentos.

O cartão tem como objetivo evitar possíveis complicações durante o parto normal ou cesariana. Também foi elaborado pensando nos casos de emergência ou naqueles em que o médico que acompanhou a gestante não esteja presente no atendimento.

Além disso, ficou estabelecido o uso do partograma, um documento gráfico no qual o médico registrará todos os detalhes do trabalho de parto, como as condições da mãe e do bebê.

Por que o parto normal ao invés da cesariana?

 

Atualmente, mais de 23 mil mulheres são beneficiadas por planos de assistência médica e clínica no Brasil. O número de partos cesáreos realizados pelos convênios chega a 84%. Contundo, no Sistema Único de Saúde (SUS), esse índice cai pela metade e o número de nascimentos por parto normal aumenta para 60%.

O ideal é que a cesariana seja realizada apenas em casos específicos, já que o mais indicado é que a mulher e a criança passem pelo processo natural. A cirurgia costuma ser realizada sem necessidade clínica e, por isso, os riscos para mãe e filho aumentam.

O recém-nascido corre o risco de desenvolver problemas respiratórios e pulmonares. Em relação ao parto normal essa possibilidade é 120 vezes maior. O risco de morte da mãe durante o parto, ou por complicações e infecções posteriores, triplicam.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em torno 25% dos óbitos neonatais e 16% das mortes de crianças no país, estão relacionados aos partos prematuros. Por conta disso, deve-se levar em conta que o parto cesáreo não deve ser escolhido por ordem financeira ou de conforto, mas sim depois de uma séria e rigorosa avaliação médica.

Os benefícios do parto normal

 

O parto normal pode trazer diversos benefícios à mãe e ao bebê. Mesmo sendo mais doloroso, a recuperação da mulher após dar a luz é mais rápida e o tempo de internação hospitalar menor.

Além disso, o procedimento natural estimula a produção do leite materno, bem como favorece os laços entre mãe e filho. Outro benefício para a mulher é o menor risco de contrair infecções hospitalares e a volta mais rápida do útero ao tamanho normal.

Para o recém-nascido o parto normal também tem vantagens. A maior facilidade para respirar e o contato imediato com a mãe após o nascimento estão entre elas. Ao nascer naturalmente, o bebê também terá mais receptividade ao toque do médico, já que ele será massageado desde o momento em que sai da mamãe.

 

 

 

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