Dica do Nutricionista

Entenda quais são os segredos da boa alimentação

Por Redação Doutíssima 01/04/2015

Quer ter uma boa alimentação e ainda emagrecer? Então, esqueça as dietas. Isso mesmo. Pare de se privar de tudo. Quem dá a dica é a nutricionista funcional Marcela Reis, que explica como o corpo funciona diante das loucuras alimentares dos emagrecimentos relâmpagos e de que forma é possível perder peso sem passar fome.

 

Boa alimentação nada tem a ver com dietas

Você pode não acreditar, mas o corpo sabe a diferença entre uma boa alimentação e dieta. E se você está com dificuldades para emagrecer, é bom entender esse conceito também. “Uma dieta é um programa restritivo. Já na reeducação alimentar, é possível emagrecer comendo alimentos que a pessoa gosta, sem passar fome”.

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A busca pela alimentação saudável não deve ser apenas um projeto momentâneo. Foto: iStock, Getty Images

Essa definição muda o conceito de que a alimentação saudável é regrada ao extremo e contempla, principalmente, os alimentos que a maioria das pessoa vira a cara. Se a reeducação alimentar for feita por um profissional da nutrição, pode ter certeza que você não corre esse risco.

Boa alimentação é escolher bem os alimentos. Isso significa fazer várias refeições ao longo do dia, que respeitem os horários e as preferências da pessoa”, ratifica.

Marcela enfatiza que o ideal é uma refeição que contenha todos os grupos alimentares, como proteínas magras, carboidratos complexos (aqueles que contém fibra) e gorduras boas.

Mas se você acha que a partir do momento que decidir ter uma alimentação saudável terá que dar adeus ao happy hour e jantares na casa dos amigos, uma boa notícia: é saudável dar aquela escapadinha de vez em quando.

“Com a ‘escapadinha’, a pessoa não está se privando totalmente de comer o que gosta. Ela aprende a se reorganizar para deixar alimentos não-saudáveis de maneira gradual. Meus clientes têm, durante sete dias, duas refeições livres. Essas são muito importantes no quesito psicológico do emagrecimento.”

As boas escolhas são feitas a partir do conhecimento do que se está ingerindo. “O álcool, por exemplo, é uma bebida calórica e tóxica para o organismo. Ele impede a queima da gordura já instalada. Também aumenta os níveis de cortisol no organismo, o que dá mais fome”, explica.

Para uma boa alimentação, esqueça o imediatismo

Marcela explica que a boa alimentação tem que ser levada à sério e ser considerada um cuidado não apenas estético, mas com a saúde.

Segundo a nutricionista, o grande erro de quem quer emagrecer é tratar o processo de emagrecimento como um projeto momentâneo. “A pessoa não pode pensar a curto prazo, como emagrecer para o verão ou para ir a um casamento”, adverte.

O imediatismo nos resultados faz a pessoa conviver com o temido efeito sanfona, a conhecida dança do perde-peso-ganha-peso pela qual o corpo passa quando a preocupação com a boa alimentação passa longe das refeições.

“A pessoa corta certos alimentos, passa fome e emagrece. Ao emagrecer rápido, perde muita massa magra. Isso faz o metabolismo ficar lento. Quando ela não conseguir seguir mais essa dieta radical, qualquer alimento que comer vai favorecer o ganho de peso”, explica.

Vale lembrar que não adianta fazer um programa de reeducação alimentar que deu certo para a amiga ou vizinha. Cada organismo é único e tem as suas necessidades distintas.

 

 

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