Muitas mulheres fazem uso do anticoncepcional, para que possam ter uma vida sexual plena sem a preocupação com a gravidez. Entretanto, o uso desse medicamento ainda provoca dúvidas e muitos receios, já que é visto como ameaça à saúde das mulheres.

 

Considerado um dos métodos mais efetivos de anticoncepção pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a pílula anticoncepcional apresenta 99% de eficácia, se usada de maneira correta.

uso do anticoncepcional
Pílula anticoncepcional deve ter indicação e acompanhamento ginecológico regular. Foto:iStock, Getty Images

Mas há restrições ao uso do anticoncepcional. Por isso, é fundamental que, em qualquer faixa etária, a mulher procure um médico ginecologista que vai orientar sobre seu uso.

O acompanhamento do profissional da saúde no uso do anticoncepcional será importante para analisar cada caso, de cada mulher individualmente.

“Por exemplo, a utilização deste método deve ser evitada em pacientes com trombose, hipertensão arterial, diabetes complicada ou nas que tenham mais de 35 anos e sejam fumantes. Nestes casos, recomendamos outros contraceptivos”, reforça a obstetra Cristina Guazelli.

Uso do anticoncepcional deve ser monitorado

Depois de ter o uso do anticoncepcional prescrito, a paciente passará a ser monitorada por seu médico para controle. Podem ocorrer queixa de dores nas mamas e sangramento irregular, que são comuns. Mas, caso a mulher sinta dores de cabeça persistentes associadas a náuseas ou alterações visuais, há a necessidade de uma observação maior.

O médico obstetra deve ser informado sobre o uso de medicamentos que a paciente estiver tomando. Há remédios que interferem no efeito do uso do anticoncepcional, diminuindo sua eficácia.

De acordo com Cristina, os principais anticonvulsivantes, antibióticos, alguns medicamentos para enxaqueca e drogas usadas no tratamento da Aids podem interferir no resultado da pílula anticoncepcional.

Um dado importante no que diz respeito à relação entre o uso da pílula anticoncepcional e a ocorrência de trombose é que, segundo o Ibope, 44% da população brasileira não reconhecem os sinais da doença. Por isso, a situação exige ainda mais atenção.

A cirurgiã cardíaca Magaly Arrais reitera as palavras de Cristina e reforça que, como todas as drogas, os anticoncepcionais são contraindicados em determinados casos e sofrem interação quando tomados com outros medicamentos, como antibióticos e antifúngicos orais.

“O ideal seria usá-lo somente após uma consulta detalhada, onde o médico indicaria o tipo de pílula mais adequada ao perfil de cada mulher. Por isso, alguns países defendem o uso de prescrição obrigatória na hora da compra, poderia ser uma forma de prevenção. Afinal, a trombose é uma doença silenciosa”, defende Magaly.

A trombose é a terceira doença na lista das principais causas de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) e afeta principalmente quem está acima do peso, com colesterol alto, com casos preexistentes da doença na família, que consomem álcool, fumam, são sedentárias ou passaram por cirurgias ou hospitalizações prolongadas.

 

Benefícios do uso do anticoncepcional

É importante saber que a pílula tem muitos benefícios. Com a orientação adequada, a mulher que puder usá-la vai ter diminuição da intensidade das cólicas menstruais e da duração do fluxo menstrual.

Isso, de acordo com a médica, é importante porque reduz as chances de anemia, que atinge cerca de 30% das brasileiras em idade reprodutiva.

Além de evitar a gravidez, a pílula reduz as chances de surgimento do câncer de endométrio e ovário, doenças inflamatórias pélvicas, endometriose e anemia, segundo a OMS.

 

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