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Gestante

Café na gravidez faz mal? Tire suas dúvidas

Por Redação Doutíssima 30/04/2015

Para muitas mulheres, o café na gravidez é uma preocupação. Isso porque o café ao acordar, no trabalho ou no meio da tarde fazem parte da cultura da brasileira. Além disso, a cafeína não está presente somente naquele na bebida quentinha, mas em vários outros produtos consumidos no dia a dia.

 

Ela pode ser encontrada em cafés, chás, refrigerantes de cola e chocolates, além de alguns medicamentos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um limite de 300 miligramas de cafeína por dia durante a gravidez.

A cafeína é alvo de discussões há tempos. Muitas se preguntam se devem reduzir, parar ou manter o consumo da substância. Afinal, após tanta controvérsia e estudos apontando resultados diferentes, qual a melhor postura em relação ao café na gravidez?

cafe na gravidez

A cafeína é uma substância estimulante que pode representar riscos para o bebê. Foto:iStock, Getty Images

Café na gravidez é prejudicial ao bebê

A conclusão é de pesquisadores britânicos das Universidades de Leicester e de Leeds. Segundo eles, mesmo a dose recomendada de 300mg diariamente (equivalente a três xícaras de chá, uma de café, uma barra de chocolate e uma bebida tipo cola) pode representar risco de baixo peso do bebê ou até mesmo de aborto.

Eles acompanharam 2645 grávidas entre a 8ª e 12ª semana de gestação, que consumiam em média 159mg de cafeína diariamente, abaixo do recomendado.

O resultado mostrou que, comparado às que consumiam menos que 100mg de cafeína por dia, as chances da criança nascer abaixo do peso aumentavam 20%.

café na gravidez

Café na gravidez pode provocar leucemia no bebê

Outro estudo de 2014, divulgado pelo Daily Mail apontou que grávidas que tomam duas ou mais xícaras de café por dia, podem colocar seus bebês em risco de leucemia. De acordo com os pesquisadores, mais de 200mg diários de cafeína já é quantidade excessiva.

O café na gravidez, segundo eles, pode alterar o DNA do feto, deixando as células suscetíveis.

Eles analisaram mais de 20 estudos e concluíram que filhos de mulheres que bebiam muito café na gravidez tinham 40% mais risco de ter o câncer. Para mais de quatro xícaras, o risco é de 72%, segundo o Jornal Americano de Obstetrícia e Ginecologia.

Café e o baixo peso dos bebês

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas afirmou em 2010 que as mulheres grávidas podem consumir até 200 miligramas por dia sem aumentar o risco de aborto ou parto prematuro.

Em outro estudo, em 2013, publicado no periódico BMC Medicine, os pesquisadores coletaram dados sobre quase 60.000 grávidas durante 10 anos. Eles concluíram que uma criança, que deve pesar cerca de 3,6 quilos ao nascer, perde cerca de 30 gramas em peso para cada 100 miligramas de cafeína consumidas diariamente pela mãe por qualquer fonte.

Eles lembram que o estudo não foi conclusivo, mas observacional, entretanto, sugerem cautela no consumo de café no período da gestação.

A cafeína é um estimulante que aumenta o seu ritmo cardíaco e o metabolismo, o que consequentemente afeta a maneira como o bebê se sente.

 

De qualquer maneira, já que a divergência não é só em relação a fazer bem ou não, mas também em relação à quantidade do café na gravidez, talvez seja melhor, como diz o velho ditado, prevenir do que remediar. Então, se você não consegue parar, reduza ao máximo, e não peque pelo excesso.

 

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