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Cientistas franceses criam espermatozoides em laboratório

Por Claudia Mercier 12/05/2015

Pesquisadores franceses criaram espermatozoides humanos in vitro a partir de células retiradas dos testículos. O experimento foi feito no final do ano passado, mas foi anunciado com cautela na última semana pelos cientistas da companhia de biotecnologia Kallistem, sediada na cidade de Lyon, no centro-oeste da França.

 

Os especialistas explicaram que os “espermatozóides humanos plenamente formados” foram feitos a partir de biópsias testiculares de pacientes que tinham apenas células germinativas imaturas (espermatogônias). Eles consideraram o feito como promissor e consideraram a realização de “pioneira no mundo.”

 

espermatozoide

Espermatozoides foram criados em laboratórios por cientistas franceses. Foto: Shutterstock.

 

Segundo eles, essa pesquisa “abre caminho para terapias inovadoras para preservar e restaurar a fertilidade masculina, um problema real na sociedade global, onde observamos há 50 anos uma diminuição de 50% na contagem de esperma”, explicam os pesquisadores.

 

O estudo ainda não foi relatado em nenhuma publicação científica e os dados precisos não foram tornados públicos. A Kallistem alega que não pretende publicar o trabalho em uma revista científica antes de 23 de junho por uma questão de patentes.

 

Espermatozoides feitos em laboratórios

 

“Caso dê certo, o método traz grandes perspectivas”, considera a médica Nathalie Rives, diretora do centro de reprodução assistida do Hospital de Rouen, no Norte da França, em entrevista ao jornal Le Figaro.

 

No entanto, a especialista mantém reservas “sobre a extensão da descoberta”, considerando que “não está excluído” que os adultos com uma completa ausência de espermatozoides (azoospermia) apresentem “anomalias genéticas que também impeçam a espermatogênese (processo de produção de esperma) in vitro”.

 

“Se isso for verdade, é um passo considerável no tratamento da infertilidade masculina“, declarou, por sua vez, ao jornal Le Figaro o professor Israel Nisand, criador do Fórum Europeu de Bioética. Ele acredita que, de um ponto de vista ético, a produção in vitro de gametas é melhor do que a clonagem reprodutiva.

 

espermatozoides

A técnica pode ser um avanço no tratamento da infertilidade masculina. Foto: Shutterstock.

 

A Kallistem afirma que “estudos pré-clínicos devem durar até 2016 e os ensaios clínicos devem começar em 2017“. O objetivo da companhia de biotecnologia é comercializar a descoberta em cinco anos. A empresa informou também que a fabricação de esperma em laboratório já havia sido feita em estudos com camundongos.

 

A ausência de espermatozoides

A azoospermia é uma das principais causas de infertilidade masculina. O problema impede a formação de espermatozoides. Segundo especialistas, normalmente os testículos produzem os espermatozóides que se movimentam pelo sistema reprodutor masculino para misturar-se com fluidos, gerando o sêmen.

 

A azoospermia é encontrada, em média, em 10% dos homens que passam por exames para comprovar a infertilidade. O homem pode nascer com o problema ou desenvolvê-lo ao longo da vida.

 

Um especialista deve ser procurado em caso de alguns desses sintomas:

 

– Incapacidade de engravidar a parceira
– Aumento de gordura corporal, pelos do corpo e tecido mamário
– Corrimento aquoso e transparente, ou esbranquiçado
– Presença de uma massa ou inchaço no escroto
– Testículos pequenos ou sem sensibilidade
– Veias ampliadas e que podem ser vistas no escroto (varicocele)

 

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