Quando a temperatura normal do organismo – que é de 37ºC – cai para menos de 35ºC de modo não intencional ocorre a chamada hipotermia. Para diminuir a perda de calor do corpo, os vasos sanguíneos se contraem, provocando tremor. Se o organismo não possuir energia suficiente para controlar esse processo, a hipotermia pode causar a morte.

Pessoas com idade avançada são mais vulneráveis a esse processo por diversas razões. Os portadores de problemas mentais também, principalmente pela dificuldade em se comunicar.

Pacientes em uso de álcool e drogas e portadores de certas doenças ou condições de saúde – como hipotireoidismo, má nutrição, artrite, AVC, Parkinson, lesões na medula espinhal e queimaduras – também podem desenvolver hipotermia. Ou ainda usuários de certos antidepressivos, antipsicóticos e sedativos, que podem alterar a capacidade do corpo de regular sua temperatura.

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Cubra a cabeça do bebê, já por ali pode se perder 20% da temperatura corporal. Foto:iStock, Getty Images

Os bebês e a hipotermia

Outro grupo que se encontra nos fatores de risco são as crianças muito pequenas e recém-nascidos. Os bebês ainda não têm desenvolvidos de forma eficiente os mecanismos de geração de calor no organismo, por isso estão mais propensos à hipotermia.

Especialistas também alertam que, pela área da superfície corpórea do bebê ser grande em relação ao seu peso, ele pode perder rapidamente calor, especialmente em ambientes frios.

Um dos motivos pelos quais os recém-nascidos devem ser mantidos aquecidos desde a sala de parto, é que a baixa temperatura do corpo pode causar hipoglicemia, acidez elevada do sangue e até a morte.

Outro cuidado que se deve ter é quando o bebê for submetido à observação médica. Ele vai precisar estar despido, e por conta disso, deve ser colocado sob um aparelho que irradie calor, para evitar a hipotermia, principalmente se for um bebê de baixo peso.

 

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Os tipos de hipotermia

A hipotermia tem três tipos. Ela pode ser aguda, quando ocorre pela exposição intensa ao frio. É mais comum quando há exposição à neve e tempestades, por exemplo. Também há a subaguda, quando a temperatura vai caindo gradualmente e não de forma súbita, como a aguda. E por fim a crônica, que é consequência de patologias como, por exemplo, o resfriado.

Entre os sintomas básicos da hipotermia estão tremores, esfriamento das mãos e dos pés, dormência nos membros, pouca energia, dificuldade em respirar, pulsação lenta, inchaço na face, perda de controle da bexiga. Em alguns casos pode causar perda de memória e controle dos membros superiores e inferiores, perda dos sentidos, perda da pulsação e pupilas dilatadas.

Assim que um quadro de hipotermia for detectado, é indicado fazer massagens pelo corpo, medir a temperatura constantemente, ingerir bebidas quentes, tirar qualquer roupa úmida que a pessoa esteja usando, deitar encostado à vítima para transmitir calor e, em casos mais graves, acionar o atendimento médico.

Como prevenir

– Afaste as crianças e bebês de locais frios.

– Se isto não é possível, a criança deve ser bem abrigada, sem roupas muito justas para não impedir a circulação. Além disso, é importante cobrir a cabeça do bebê, já que por ali pode se perder 20% da temperatura corporal.

– Mantenha a criança bem alimentada e lembre-se que alimentos e líquidos vão lhes manter quentes.

 

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