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Arritmia cardíaca tem se tornado mais frequente em jovens

Por Redação Doutíssima 06/08/2015

Capaz de atingir desde recém-nascidos até idosos, a arritmia cardíaca é a alteração no ritmo dos batimentos do coração. Ela não tem idade, gênero ou etnia: pode atingir qualquer pessoa, inclusive as que estão com a saúde em dia.

 

O problema pode ser desencadeado por alguns hábitos, como fumar, usar drogas, abusar de bebidas alcoólicas, excesso de cafeína no organismo e alguns medicamentos  – usados com ou sem recomendação médica. O problema de saúde ainda pode ter causa genética.

arritmia

Falta de ar, palpitações e desmaios podem sinalizar distúrbio de ritmo cardíaco. Foto: iStock, Getty Images

O consumo de bebidas energéticas, combinado com o hábito de tomar café e, em alguns casos, acompanhado pelo uso de drogas que estimulam o trabalho cardiovascular se tornam um enorme fator de risco entre jovens.

Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), até 50% dos casos da doença apresentam sintomas antes de uma crise. De modo geral, o problema é silencioso e os primeiro sinais passam despercebidos. Estima-se que 300 mil pessoas sofram com distúrbios de ritmo cardíaco por ano no Brasil.

Arritmia cardíaca pode levar à morte súbita

O problema pode ser fatal. A SOBRAC menciona que, no mundo todo, em torno de 60% dos óbitos causados por arritmia cardíaca são súbitos. Falta de ar, palpitações e desmaios são sinais preocupantes, principalmente para quem tem histórico de morte súbita na família.

Atletas estão sujeitos à crises de arritmia cardíaca que levam à morte súbita. Mas a SOBRAC afirma que qualquer pessoa está sujeita ao óbito pela doença com as mesmas chances que um esportista.

A Associação ainda desmitifica que apenas pessoas fumantes, com idade avançada, obesos, diabéticos, portadores de problemas cardíacos e sedentários precisam se preocupar com a arritmia cardíaca. O órgão cita que a maioria das vítimas da doença encontra-se em uma faixa etária muito produtiva.

Arritmia e saúde

Comer, beber e fumar em excesso são como gatilhos para a arritmia cardíaca. A SOBRAC menciona que mesmo praticantes de atividades físicas não compensam os males causados por esses hábitos. Por isso, têm chances de ter uma alteração do ritmo dos batimentos do coração.

A recomendação da sociedade é mudar hábitos alimentares, estar com a saúde em dia (como colesterol baixo e livre de diabetes) e praticar exercícios com a consciência de um estilo de vida saudável como um todo.

Também engana-se quem já foi diagnosticado com o problema e fica longe das atividades físicas. Consultar um médico sobre as opções que contribuem com a saúde é a melhor saída para manter-se ativo sem colocar em risco a vida.

Aliás, a SOBRAC informa que os avanços da medicina nas últimas décadas permitiram o surgimento de diversas opções de tratamento para a doença. Um médico cardiologista poderá fazer o diagnóstico correto através de exames e recomendar as melhores alternativas para conviver com o problema ou eliminá-lo.

 

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