Clínica Geral

Esporotricose: doença de gato é transmitida também a humanos

Por Redação Doutíssima 07/08/2015

A relação de afeto entre humanos e animais é muito presente na atualidade. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, o gato está presente em cerca de 17,7% dos domicílios brasileiros. Mas o contato próximo com o bichinho exige cuidados, especialmente em relação à esporotricose.

Nessa semana, profissionais da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro emitiram um alerta à população sobre a doença, um tipo de micose que, só nos primeiros meses desse ano, já contaminou cerca de 824 gatos. É preciso ter cuidado, pois o fungo pode ser transmitido para a pele humana, causando lesões.

Esporotricose

Gato contaminado transmite a doença esporotricose para seres humanos. Foto: Shutterstock

Entenda o que é a esporotricose

A esporotricose é uma micose causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que afeta principalmente os gatos. Ele está presente no solo, nos vegetais e na madeira, podendo ser transmitido através de materiais contaminados. Uma vez que um animal é afetado, pode transferir a doenças a outros por meio do contato.

Os humanos também precisam ter cautela, pois o contágio pode ocorrer através do contato direto com um gato contaminado. A doença é transmitida de uma espécie para a outra através de mordidas, arranhões ou, até mesmo, pelo toque na pele lesionada.

Mas como identificar essa doença? Inicialmente, observe se o gato apresenta algum tipo de lesão ulcerada na pele, uma tipo de ferida aberta com pus, que parece evoluir rapidamente e demora a cicatrizar. Esse pode ser um indício do contágio. Apatia, perda de apetite e emagrecimento também fazem parte do quadro.

Ao suspeitar de um caso de esporotricose, leve o gato imediatamente ao veterinário. O risco de morte do animal diminui quando a doença é detectada em estágio inicial. Ao encostar no bicho, tome algumas precauções simples: use luvas e lave bem as mãos após o contato.

Já se você observar lesões ou caroços em sua pele, procure o dermatologista. Geralmente, o quadro de esporotricose se manifesta através de nódulos que se transformam em feridas. Dores nas articulações e febre são outros sintomas. É indispensável buscar tratamento com rapidez, pois a ferida pode acabar gerando uma lesão permanente na pele.

Esporotricose: prevenção e tratamento

Higiene é a palavra de ordem para a prevenção da doença. Um ambiente limpo ajuda a reduzir a quantidade de fungos existentes no local e, por consequência, a evitar a transmissão da esporotricose entre animais e humanos.

Os gatos contaminados não devem ser abandonados, pois isso ajuda a disseminar ainda mais o fungo. As feridas também aparecem em cachorros, mas eles apresentam um número baixo de contaminação.

O tratamento mais recomendado para os casos de esporotricose, em humanos e animais, é por meio da administração do antifúngico itraconazol, que deve ser recomendado pelo médico ou veterinário. A dose a ser administrada é definida por eles, através da avaliação de cada caso em particular.

Dependendo da gravidade, o tratamento pode durar meses ou até mais de um ano. De qualquer forma, é necessário que ele seja seguido à risca, de acordo com as especificações médicas. Dessa forma, é possível evitar lesões duradouras.

Onde levar o animal

O animal com suspeita de esporotricose precisa ser levado à clínica veterinária. Em algumas cidades, o serviço público oferece atendimento. No Rio de Janeiro, ele poderá ser atendido na Unidade de Medicina Veterinária da Prefeitura.

O atendimento é prestado de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e tarde, com distribuição de números por ordem de chegada. Mais informações na página da prefeitura.  

 

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