Gestante

Amniocentese: método ajuda a detectar doenças genéticas do feto

Por Redação Doutíssima 12/08/2015

A gestação é um período de intensas conversas e consultas médicas. Afinal, a ansiedade para saber das condições de saúde da mãe e do bebê é, geralmente, grande. E muitas dúvidas podem ser esclarecidas por meio de um exame chamado amniocentese, que consiste na retirada e análise do líquido amniótico.

Essa retirada é guiada pelo ultrassom e serve para o mapeamento genético do cariótipo fetal, como explica o médico ginecologista e obstetra Domingos Mantelli.

amniocentese

Análise do líquido amniótico permite o rastreamento da Síndrome de Down no feto. Foto: iStock, Getty Images

 

Amniocentese rastreia doenças genéticas

Geralmente, a amniocentese é mais indicada para rastrear doenças genéticas do feto, a exemplo da Síndrome de Down, ou identificar má-formações do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia. Por meio desse exame, também é possível identificar o sexo do bebê.

Antes de prosseguir, é importante entender o que é o líquido amniótico. Ele preenche a popularmente chamada bolsa d´água, que se rompe quando inicia todo o processo de parto, é onde  feto fica durante toda a gravidez. Cientificamente, a bolsa é chamada de âmnio ou bolsa amniótica.

É o líquido amniótico que vai manter o bebê aquecido e protegido dentro da barriga da mamãe, sendo fundamental para o desenvolvimento fetal. Além de ser um “amortecedor” natural, o líquido permite ao bebê que se mova facilmente no útero. Dessa forma, fortalece e desenvolve ossos e músculos.

Amniocentese permite análise do DNA

Segundo Mantelli, geralmente, o período mais adequado para fazer a amniocentese é entre  14ª e 20ª semana de gestação. O exame é feito por meio de uma punção no abdômen. “A agulha entra na bolsa e aspira o líquido amniótico que contém o DNA do bebê”, explica o obstetra.

A maioria das mulheres não se queixa de dor, já que a agulha utilizada é mais fina que as usadas em coletas de material para exame de sangue, por exemplo. Por isso, normalmente, não é feito nenhum tipo de anestesia. Mas há casos em que a gestante solicita anestesia, embora esse procedimento acabe sendo mais doloroso do que a própria amniocentese.

Pode ser que ocorram cólicas ou sangramento vaginal depois do procedimento, que na maioria das vezes surgem de forma leve. No entanto, diante de qualquer anormalidade ou dúvida, por menor que seja, o médico deve ser procurado imediatamente.

Como se trata de um procedimento invasivo, a amniocentese pode apresentar algumas complicações e riscos, por isso, embora seja de grande utilidade, não é indicada indiscriminadamente para todas as gestantes. “Há risco de perda fetal de 1,5%, pelo exame ser invasivo”, afirma Mantelli.

Não há um consenso ou padrão sobre o tempo em que a gestante deve repousar após o exame. Alguns médicos recomendam repouso absoluto por alguns dias, enquanto outros afirmam admitir que as suas pacientes voltem às suas atividades normais no dia seguinte ao procedimento, sem, no entanto, esforços físicos.

Como alternativa a esse procedimento, o médico ginecologista explica que existem alternativas, como o mapeamento com o sangue da mãe. Para isso, basta fazer a coleta do sangue e enviar para análise.

 

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