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Secretaria de Saúde confirma recém-nascido com zika vírus em MG

Por Redação Fortíssima 15/01/2016

A Secretaria de Estado de Saúde confirmou, na tarde da última quinta-feira, dia 14, os dois primeiros casos de zika vírus em Minas Gerais. Segundo as informações, uma gestante de Ubá, da Zona da Mata, e um recém-nascido de Curvelo, cidade localizada na Região Central, teriam sido afetados pela doença.

Ainda assim, são necessários mais exames para apurar o quadro. A mãe do bebê, por exemplo, ainda não teve seu diagnóstico concluído. A hipótese é de que ela tenha contraído o vírus, mas sem apresentar os sintomas característicos.

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O zika vírus é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue. Foto: Shutterstock

Recém-nascido não tem microcefalia confirmada

Embora o caso de zika vírus já tenha sido confirmado no recém-nascido, a microcefalia segue em processo de apuração. Ainda que a circunferência da cabeça seja de 32 centímetros – o que caracterizaria a condição -, a criança nasceu abaixo do peso.

Ou seja, a medida do perímetro cefálico era considerada proporcional ao seu corpo. Exames que buscam identificar calcificações já foram realizados para confirmar ou não a existência da microcefalia.

Outro dado que preocupa é a informação preliminar de que as duas mulheres não teriam saído dos municípios em que vivem, o que indica que o vírus já está em circulação em Minas Gerais. No momento, 17 casos, além dos dois já confirmados, estão sendo apurados.

Entenda o zika vírus

O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da dengue e do chikungunya. O seu nome tem origem no local em que foi isolado pela primeira vez, ainda em macacos, no ano de 1947: a floresta de Zika, na República de Uganda.

Já em humanos, ele só foi isolado em 1968, na Nigéria. De lá pra cá, foram registrados casos na África, na Ásia e na Oceania. No Brasil, ele tem chamado atenção pela possível ligação com o aumento de casos de microcefalia.

De acordo com o Ministério da Saúde, até o final de dezembro de 2015 foram registradas confirmações de quase três mil casos no país. Mas vale lembrar, conforme alerta o médico Marcos Koyama, que nem todas as mulheres grávidas que tiveram ou têm o zika vírus irão dar a luz a um recém-nascido com alteração no perímetro cefálico.

Até o momento, o que se tem é uma aparente relação entre as duas coisas, mas não há estimativas de probabilidade de transmissão. Da mesma forma, não há como impedir que ele passe de mãe para filho.

Por isso, a melhor alternativa ainda é se prevenir. Os cuidados são bastante parecidos com aqueles adotados para evitar a proliferação do mosquito da dengue, já que se trata do mesmo transmissor.

É preciso que a população redobre os cuidados para evitar água parada em vasos, garrafas, pneus ou quaisquer outros objetos que favoreçam o seu acúmulo. A aplicação de telas em portas e janelas, mosqueteiros sobre a cama e o uso de repelentes são medidas que também ajudam a se proteger do mosquito.    

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