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Pacientes desenvolvem resistência a medicamento anti-HIV

Por Redação Fortíssima 22/02/2016

A resistência aos medicamentos anti-HIV é uma das causas mais comuns para a falha terapêutica em pessoas infectadas com o vírus. São várias as possíveis razões para que isso aconteça, e uma das principais é o aparecimento de variantes mais fortes do HIV. Segundo um estudo, uma em cada dez pessoas na Europa com HIV positivo está infectada com um vírus que já é resistente às drogas.

O tenofovir é um dos mais comuns e eficazes medicamentos anti-HIV no mercado. Mas a resistência à droga está aumentando, de acordo com um novo estudo. Em 2001, esse medicamento foi aprovado e desde então é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a terapia de HIV de primeira linha ao lado de duas outras drogas.

Mais de metade das pessoas em determinadas partes do mundo desenvolveram uma forma de vírus que é resistente ao tenofovir, segundo levantamento publicado no The Lancet Infectious Diseases. Essa nova pesquisa sugere que o tratamento e o acompanhamento de pacientes com HIV no planeta precisam ser melhorados, assim como a vigilância aumentada.

Há duas formas para que as pessoas adquiram resistência ao tenofovir: ou elas não tomam a droga conforme prescrição médica, ou há mutação do vírus que o torna mais resistente do que o normal. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores coletaram dados de 1.926 pessoas em 36 países.

Anti-HIV

Resistência a medicamento anti-HIV preocupa comunidade médica. Foto: iStock, Getty Images

Curiosamente, a resistência ao tenofovir é incomum em pessoas de alta renda e mais prevalente em populações de países de baixa ou média renda – os pesquisadores classificaram isso como uma coincidência.  Além disso, descobriu-se que a África Subsaariana é a mais afetada, com mais de 50% das pessoas estudadas mostrando resistência.

A equipe de cientistas identificou alguns fatores de risco para a resistência. Eles dizem que as probabilidades aumentam em 50% se os pacientes começaram regimes ou então se a contagem de células brancas do sangue já era baixa ao iniciar o tratamento.

Como atuam as drogas anti-HIV

O HIV é um vírus que ataca a defesa do organismo, conhecido como sistema imunológico. Quem é soropositivo pode tomar medicamentos que reduzem o nível de HIV em seu corpo. Tomando-os, é possível diminuir ou evitar danos ao sistema imunológico. Não há cura, mas o uso das drogas é capaz de auxiliar o paciente a ficar bem e ter uma vida mais longa e saudável.

Os medicamentos anti-HIV são conhecidos como medicamentos antirretrovirais. Quem possui HIV e não está em tratamento é capaz de ter milhares ou milhões de partículas do vírus em cada mililitro de sangue, que se replicam o tempo todo. Dessa forma, o tratamento atua de modo bem claro: objetiva reduzir a quantidade de HIV para níveis muito baixos.

Especialistas indicam que há melhores chances de diminuir a quantidade de HIV no sangue a níveis quase indetectáveis através de uma combinação de ao menos três drogas antirretrovirais. A partir do momento em que a carga do vírus torna-se indetectável, o sistema imunológico começa a se recuperar e a pessoa consegue ter excelente qualidade de vida.

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