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Descubra o que pode levar uma pessoa a mentir

Por Redação Fortíssima 01/04/2016

O 1º de abril é considerado o Dia da Mentira, mas não é a única data em que as pessoas mentem. Pesquisas e especialistas apontam que mentir é algo comum e que todas as pessoas já o fizeram – nem que seja pelo menos uma vez na vida -, tanto para desculpar um atraso ou evitar algo que não gostam.  

Pequenas e corriqueiras, as mentiras são causadas por diversos fatores. Mas quando saem do controle, podem gerar consequências mais graves para as relações e até mesmo para a saúde do mentiroso. Contar histórias falsas, de forma sistematizada e compulsiva é uma doença conhecida como mitomania, que deve ser tratada.

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Criar falsas desculpas está entre as principais causas da mentira cotidiana. Foto: iStock, Getty Images

Principais causas que fazem uma pessoa mentir

Mentir é considerada quase como uma função vital do corpo humano, que acontece de forma natural e automática. São aquelas mentiras contadas no dia a dia. Por exemplo, quando você dormiu demais e chegou atrasado a um compromisso, mas inventou uma falsa desculpa, colocando a culpa no trânsito.

A obtenção de vantagens ou de prestígio são razões comuns que levam uma pessoa a mentir, assim como também evitar uma punição por algo que fez de errado. A atitude se mostra mais comum em pessoas com baixa autoestima, que não confiam em si mesmas.

É a infância o período da vida em que mentir é mais frequente. Faz parte do desenvolvimento psíquico, como uma forma de expressar algo que se deseja que seja verdade ou para se proteger da punição por um mau desempenho na escola. A criança mente ainda para extravasar agressividade ou se vingar de alguém.

Mas esse comportamento deve ser trabalhado ainda quando percebido, para que o hábito fique na infância. De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, dizer a verdade faz bem para a saúde mental e física.

A pesquisa foi baseada em estudos da Associação Americana de Psicologia, que revelaram que cada norte-americano mente 11 vezes por semana. O estudo mostrou ainda que as pessoas que reduziram as mentiras eram mais saudáveis​​, menos estressadas e sofriam menos com dores de cabeça.

Sinalizou também que a maioria das mentiras cotidianas são falsas desculpas para explicar problemas como tarefas deixadas incompletas ou ainda para complementar as realizações e talentos pessoais.

Quando mentir deixa de ser normal

Quando mentir se torna algo compulsivo e frequente, um verdeiro ciclo que não parece ter fim, é sinal de que virou uma doença. A pessoa cria situações falsas, vivencia a mentira, constrói uma realidade paralela e acredita nela, caracterizando o que é chamado de mitomania.

Os sintomas podem ser parecidos com a esquizofrenia, mas na mitomania o indivíduo se sente confortável e realizado com a realidade paralela, enquanto na esquizofrenia ele sofre de paranoia.

O mitômano cria e usufrui de falsas histórias compulsivamente, acreditando que elas sejam reais. As causas geralmente são um conjunto de fatores, como histórico de vida, relacionamentos, primeiras impressões dos pais, padrão de relação parental, genética e experiências traumáticas.

Lidar com o comportamento não é uma tarefa fácil, mas o problema pode ser tratado. O primeiro passo é a compreensão das pessoas que convivem com o paciente, pois é preciso fazer a reinserção social da melhor maneira possível.

A maioria dos pacientes passa apenas por terapia, mas em alguns casos pode ser necessário a administração de medicamentos. O importante é contar com a ajuda de um profissional especializado.

E você, costuma mentir? Deixe um comentário! E não esqueça de compartilhar suas experiências e tirar suas dúvidas no Fórum de Discussão DoutíssimaClique aqui para se cadastrar!


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