Psicologia

Adoção: uma alternativa para quem não consegue engravidar

Por Redação Doutíssima 03/03/2015

A adoção é um ato de amor, uma forma diferente de se constituir uma família. Mesmo com recentes mudanças na legislação, adotar não é uma tarefa tão fácil.

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Adotar uma criança é uma decisão que precisa ser tomada com responsabilidade. Foto: iStock, Getty Images

Exige que a criança ou o adolescente estejam aptos legalmente para serem adotados e a pessoa disposta a adotar precisa, além de cumprir uma série de quesitos legais, estar psicologicamente apta a receber uma pessoa em seus braços para chamar de filho.

Adotar uma criança é irreversível, por isso, não basta querer ter um filho adotivo, é preciso ter certeza de que se quer alguém para chamar de ‘meu filho’.

Adoção é alternativa para quem não pode ter filhos

Casais que não podem ter filhos devido à infertilidade, casais homossexuais ou simplesmente casais que querem aumentar a família dando oportunidade a uma criança ou adolescente têm, na adoção, a forma mais bela de se tornarem pais.

Mas essa é uma decisão que precisa ser tomada em conjunto e com a aprovação de todos os envolvidos. Não basta apenas a mulher ou o homem querer, assim como a opinião de outros filhos, quando existem, também deve ser levada em consideração.

A lei brasileira garante às mulheres que adotam o direito à licença maternidade de 120 dias, sem prejuízo do salário nem do emprego, exatamente como é durante uma gestação normal. Isso facilita a convivência e ajuda na construção de vínculos entre a crianças e seus novos pais.

Adoção exige candidatos aptos

Qualquer pessoa maior de 18 anos com estabilidade financeira e emocional pode adotar no Brasil. Esses requisitos, no entanto, não bastam. O início do processo começa quando o candidato manifesta interesse em adotar ao fazer parte de um cadastro nacional.

 

Após esta etapa, uma avaliação psicossocial será feita confrontando os ideias do candidato com as crianças disponíveis à adoção daquela comarca. Assim que o candidato tiver escolhido a criança ou adolescente, uma terceira etapa é iniciada, que é a visitação.

A aproximação entre candidato e criança deve ser gradativa, pois adotar é um processo mútuo, na qual os dois lados devem estar bem adaptados e dispostos a se constituírem como família. Se a criança não se sentir bem nem à vontade, é muito provável que o processo de adotar não siga em frente.

 

A sentença judicial para que seja possível adotar só será dada após o término do prazo de todo um processo estabelecido pelo juiz responsável.

Triste realidade no Brasil

O Brasil tem hoje mais de 5.500 crianças e adolescentes aptos a serem adotados, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, O número de candidatos a pais supera os 30 mil.

Numa matemática simples, não haveria crianças suficiente para tantos pais. O problema é que a imensa maioria desses candidatos querem recém-nascidos brancos quando a realidade apresenta outro perfil.

A maioria é negra ou parda e com mais de cinco anos. Outro fator limitador é que apenas 17% dos candidatos aceitam adotar duas ou mais crianças ao mesmo tempo, o que dificulta a adoção de irmãos, por exemplo.

 

 

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