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Saúde

Vacina HPV é importante para a saúde feminina

Por Redação Doutíssima 11/12/2014

A vacina HPV é uma das mais fortes aliadas na prevenção ao câncer do colo de útero, um dos mais frequentes nas mulheres do mundo todo. Só no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 18 mil novos casos devem surgir esse ano e 4 mil mulheres devem morrer por complicações da doença.

Acredita-se que 75% das mulheres terão contato com um dos mais de 200 tipos do Papilomavírus humano.  

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Imunização deve ser feita antes do início da vida sexual. Foto: iStock, Getty Images

SUS oferece a vacina HPV

A vacina HPV oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aqui no país é a quadrivalente, a mesma recomendada pela Organização Mundial da Saúde e já implantada como política de saúde pública em mais de 50 países.

 

Sintetizada em laboratório, a vacina HPV não usa em sua composição nenhuma parte do vírus. Apenas imita a cápsula do vírus e isso é o suficiente para o sistema imunológico ser capaz de criar anticorpos contra o HPV.

 

Mas ainda assim, a vacina HPV gerou polêmica entre as famílias. Primeiro é preciso entender que o HPV é uma doença que se contrai durante relações sexuais e segundo que a imunização é oferecida para meninas de 11 a 13 anos.

 

O Ministério da Saúde adotou a faixa etária como foco, pois se acredita que nessa idade as meninas ainda não tenham tido relações sexuais, daí a vacina funcionaria de forma preventiva. Muitos pais e escolas, no entanto, encararam como forma de incentivo ao início da vida sexual das filhas.

 

Polêmica à parte, a vacina HPV protege as meninas de quatro tipos do vírus (6, 11, 16 e 18), mesmo havendo mais de 200. A escolha por esses tipos específicos se deu a partir da taxa de contaminação das brasileiras que tem os tipos 16 e 18, tidos como de alto risco, como sendo os responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero.

 

Já os tipos 6 e 11, considerados de baixo risco, representam 90% das verrugas genitais femininas.

 

É importante deixar claro que é impossível a adolescente vacinada contrair HPV após a aplicação da medicação. Isso porque não é usada nenhuma parte do vírus, como é comum a outras imunizações.

 

Os efeitos colaterais, como febre e mal-estar, relatados por algumas pacientes também são considerados normais.

Vacina HPV em 3 etapas

A imunização das meninas é feita em três etapas. A primeira dose deve ser feita entre 11 e 13 anos e a segunda, seis meses após a primeira. A recomendação do Ministério da Saúde é que as meninas recebam a terceira dose da vacina HPV somente cinco anos após a primeira dose.

 

Assim, as adolescentes brasileiras vacinadas nesta primeira etapa, só receberão a última imunização em 2019, quando estiverem próximas dos 20 anos. A projeção é conseguir reduzir a zero a incidência do câncer de colo de útero nas mulheres que receberam a imunização completa.

 

 

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