Ter um plano B na vida é um dos primeiros passos para admitir que a ideia de que tudo dará certo nem sempre é real. O sonho de sucesso extremo pode impulsionar, mas também é importante considerar que não se tem o controle sobre tudo. A partir disso, traçar outra estratégia se torna essencial para não ser pego de surpresa com seus planos.

Veja o que é preciso para que a desistência seja sua última opção.

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Traçar outra estratégia se torna essencial para não ser surpreendido em seus planos. Foto: iStock, Getty Images

Planos desfeitos, sonhos quebrados

Para a psicóloga Silvana Hartmann, a concretização de planos e sonhos depende de fatores internos, que podem ser desempenhados com êxito ou não, dependendo do grau de investimento ou do desejo em concretizar. Entretanto, para a profissional, muitos desses aspectos não são controlados pela mera vontade do que gostaríamos de ter ao alcance.

“Por vezes, alcançada a clareza do que se quer e com o respeito às diversas possibilidades, faz-se necessário assumir que o melhor é pensar em uma estratégia para mudar a direção e partir para outro plano ou sonho”, explica Silvana.

 

“Apesar disso, quando esgotarem-se todas as possibilidades e a sensação de que todos os planos deram errado existir, ainda assim, você pode pensar que conviver com perdas e insucesso também fazem parte da caminhada”, complementa.

Quando um plano não dá certo ou um sonho não é alcançado, em geral sentimos tristeza. De acordo com a psicóloga, é um sentimento comum e esperado para tais situações. Saber reconhecer esse estado quando são vivenciadas situações difíceis auxilia a evitar o profundo de sofrimento, segundo a profissional.

Silvana afirma que alimentar sintomas de tristeza e desesperança por um período maior que o necessário para superar uma situação, acompanhados pela perda de interesse ou prazer em atividades na maior parte do dia, além de alterações de sono e de alimentação, fadiga, sentimentos de culpa ou de inutilidade e até mesmo pensamentos de morte, podem ser sinais de um transtorno depressivo.

“A depressão é, muitas vezes, banalizada e vista como falta de força de vontade ou até mesmo como algo que possa passar com o tempo, mas ela é uma doença séria que pode acarretar prejuízos pessoais e sociais importantes. Por isso, deve ser tratada. Nesses casos, é fundamental buscar apoio junto a um psiquiatra e a um psicólogo”, indica.

Como traçar um plano B na vida  

Segundo a psicóloga, quando você reconhecer que todas as possibilidades de um objetivo se extinguiram, que aquele determinado sonho não faz mais sentido ou quando a perseverança estiver causando sofrimento, é a hora de partir para outra estratégia.

“O plano B nada mais é do que um esquema que nos possibilita adaptarmos a adversidades. Por que enrijecermos apenas no plano A enquanto temos todo um alfabeto? Um plano B será considerado uma ajuda, quando entendido como uma possibilidade de adaptar-se frente aquilo que não deu certo primeiramente”, destaca Silvana.

Nesse caso, a profissional define que a segunda opção pode ser vista como a possibilidade de manter-se em movimento, mesmo que seja em outra direção.

 

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