Saúde Mental

Amor de criança: como agir com os “namoradinhos” na infância

Por Redação Doutíssima 07/10/2015

Amor de criança é simplesmente amor. A diferença é que os pequenos não sabem que existem diferentes tipos de relacionamentos e eles tentam reproduzir aquilo que têm como exemplo em casa.

É comum que as crianças tenham “namoradinhos” durante a fase dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Elas encaram de uma forma muito diferente que os adultos e, para os pequenos, é uma demonstração de afeto totalmente natural.

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Crianças encaram a situação de uma forma muito diferente que os adultos. Foto: iStock, Getty Images

Entenda o amor de criança

Para o psicólogo clínico Guilherme Ebert, a maioria desses relacionamentos “amorosos” entre crianças acontece quando há a vontade de estar mais próximo do amiguinho ou amiguinha. Durante a infância, os pequenos não conseguem conceber tudo que envolve um namoro de fato.

Quando um menino diz para uma menina que quer ser namorado dela, está demonstrando afeto a partir de como ele vê os relacionamentos entre homem e mulher. “As crianças vêem como parte do cotidiano essa proximidade de conversar, conviver, ficar de mãos dadas e eventualmente trocar beijos”, explica Ebert.

Para elas, essa é a dinâmica global de relacionamento com alguém que gostam. O psicólogo é bem claro no sentido de que as crianças reproduzem o modelo de relacionamento que vivenciam no dia a dia. Se os pais, tios, avós ou cuidadores têm uma relação saudável, as crianças vão lidar socialmente com os outros da mesma forma.

Quando o exemplo é de desrespeito e abuso, é assim que elas acham que todos os relacionamentos são. Por isso, é importante entender que tipo de modelo ela traz da sua convivência em casa.

Como pais devem lidar

O especialista enfatiza de que a supervalorização desse comportamento pode acarretar em um problema maior. Para ele, lidar com a situação é uma questão de demonstrar valores. Dizer que namorar não é uma atitude correta para a faixa etária não faz sentido para a criança, já que elas não sabem muito bem associar o avançar da idade com maturidade.

É preciso lembrar que na maioria dos casos o amor de infância é uma simples manifestação de carinho. A partir daí, pais e professores devem instruir sobre a amizade e explicar que existem amigos mais e menos próximos.

O psicólogo ressalta que apenas quando o comportamento for abusivo ou opressivo deve ganhar mais atenção dos pais e cuidadores. Mesmo nesse caso, a criança não deve ser reprimida.

É preciso explicar que um namoro é muito mais do que aquilo que eles enxergam e falar sobre todos os benefícios de uma amizade, até que as próprias crianças desenvolvam uma noção de que esse tipo de relacionamento é mais interessante.

 

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