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Como o esporte pode ajudar no tratamento e na inclusão de crianças com autismo

Por Debora Stevaux 04/09/2018

O autismo, como é popularmente chamado o TEA (transtorno do espectro autista), afeta diretamente o sistema nervoso central e suas funções. Embora o seu alcance e a gravidade dos sintomas variem amplamente, a tendência é que em todos os casos, apareçam dificuldades de interação social e de comunicação. Os desdobramentos, geralmente, são interesses obsessivos e comportamentos repetitivos.

Além de melhorar o desenvolvimento cognitivo, físico e emocional, as atividades para autistas também promovem a autoconfiança da criança e sua interação social. (Foto: iStock)

Não há cura para a condição. No entanto, diagnosticar precocemente e proporcionar à criança o acompanhamento com terapias comportamentais, educacionais e familiares adequadas reduz significativamente a gravidade dos sinais. Assim, o pequeno poderá se desenvolver e aprender, superando suas limitações.

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Um dos maiores benefícios do esporte para os autistas é esse: transpor as barreiras da interação social. Além de promover a evolução das habilidades físicas, cognitivas e mentais, as atividades físicas praticadas em grupo também possibilitam a inclusão. É notório o progresso da coordenação motora e da autoestima dessas crianças quando as atividades físicas fazem parte da sua rotina.

E mesmo que a insegurança e o medo façam parte do pensamento dos pais, por uma série de questões para além da não-adaptação, é importante que eles insistam em fazer com que seus filhos sejam adeptos das atividades físicas. Normalmente, não há contraindicações que impeça os autistas de participarem de nenhum tipo de esporte. Porém, é necessário que haja um acompanhamento ideal e especial para cada criança, idealizado por um educador físico capacitado.

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Confira abaixo três dicas de modalidades esportivas e seus principais benefícios para crianças com autismo, segundo Tiago Toledo, educador físico, personal trainer e idealizador do site Esporte e Inclusão:

Atividades para autistas: Como as três modalidades esportivas podem ajudar no tratamento e na inclusão?

  • Natação para autistas

É um dos esportes mais completos, seja para crianças ou adultos. Isso porque melhora a respiração, o alongamento, o condicionamento físico, o bombeamento de sangue pelo corpo, a concentração, enfim. As aulas e os exercícios precisam se adaptar às crianças com a condição autista, no entanto, os pequenos tendem a participar mais ativamente quando há contato visual e instruções mais objetivas. Barulhos podem atrapalhar e impedir a aprendizagem, por isso prefira ambientes mais silenciosos. A presença dos pais durante as primeiras aulas é fundamental para pavimentar a autoconfiança dos pequenos. Mesmo que não exista consenso sobre a idade ideal para começar a nadar, é importante que o pediatra seja consultado previamente.

  • Futebol e basquete

Atividades físicas coletivas são perfeitas para pequenos com autismo por proporcionar uma oportunidade maravilhosa de interação social. Além de trazerem benefícios para a coordenação motora. Outra vantagem diz respeito às noções de respeito com o outro, lidar com frustrações e comemorações, enfim. Fazer um gol ou uma cesta é algo que realmente aumenta a autoconfiança da criança, tenha ela uma condição especial ou não.

  • Circuitos funcionais

Essa é uma das atividades físicas mais interessantes do ponto de vista da criatividade. Isso porque suas variações têm o formato de ‘brincadeira’. Dinâmicas e divertidas, elas geralmente são propostas em grupo. Melhoram o condicionamento físico, a concentração, a coordenação motora e a interação social de crianças com autismo. Bolas, cordas e cones são alguns dos objetos que podem integrar uma corrida de obstáculos, por exemplo.


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