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A testosterona também pode ajudar mulheres na pós-menopausa

Por Redação Doutíssima 03/01/2014

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A testosterona pode ajudar mulheres na pós-menopausa a obter um maior pique  no quarto e na academia. Após uma histerectomia, esse hormônio pode ser uma ferramenta útil para o rejuvenescimento.

Um estudo recente testou a utilização de diferentes doses de testosterona em um grupo de mulheres na pós-menopausa que tinham sofrido uma histerectomia, e também apresentavam baixos níveis de testosterona.

Os resultados do estudo mostraram que conforme as doses de testosterona aumentavam, maior o aumento na função sexual, massa corporal magra, força e potência muscular das mulheres.

Grace Huang, MD, da Boston University School of Medicine e Brigham and Women’s Hospital em Boston, liderou uma equipe para investigar o uso de testosterona em mulheres na pós-menopausa que passaram por uma histerectomia.

Após uma mulher ter o  seu útero removido, conhecido como histerectomia, ela pode experimentar alterações físicas e sexuais.

Para este estudo, os pesquisadores testaram a terapia de testosterona em 71 mulheres que se submeteram a uma histerectomia – com ou sem a remoção dos ovários.

Todas as mulheres recrutadas para o estudo tinham níveis de testosterona abaixo de 3,5 pg/ml. Todas as participantes receberam adesivos de estradiol durante 12 semanas e, em seguida, foram divididas aleatoriamente em um dos cinco grupos.

O grupo um recebeu uma dose falsa, ou placebo, e aos outros receberam semanas de uma das quatro doses de testosterona: 3 mg, 6,25 mg, 12,5 mg, ou 25 mg durante 24 semanas.

Após 24 semanas, as mulheres foram questionadas sobre as mudanças na função sexual e realizaram testes dos níveis de testosterona no sangue, massa corporal magra, massa gorda, força e potência muscular.

Em média, os níveis de testosterona foram de 19 ng/dL no grupo placebo, 78 ng/dL no grupo de 3 mg, 102 ng/dL no grupo de 6,25mg, 128 ng/dL no grupo de 12,5 mg, e 210 ng/dL no grupo de 25 mg.

Comparado com o grupo placebo, as mulheres dos grupos 3 mg, 6,25 mg e 12,5 mg relataram maior desempenho sexual e desejo. O maior aumento na função sexual foi encontrado entre as mulheres do grupo de 25 mg, que relataram um aumento de 2,7 encontros sexuais por semana desde o início do estudo.

“Uma preocupação principal com a terapia de testosterona é que ela pode causar sintomas de masculinização entre as mulheres. Esses sintomas incluem crescimento indesejado de pelos, acne e o tom de voz mais grosso. É importante observar que muito pouco desses efeitos secundários foram observados em nosso estudo”, disse o Dr. Huang em um comunicado à imprensa.

Não foram encontradas alterações na massa gorda entre todos os grupos de dosagem de testosterona. Apesar disso, a massa corporal magra, a força muscular e a potência melhoraram em todos os grupos de testosterona, mas as maiores melhorias foram encontradas nas mulheres que tomaram doses superiores − especialmente a dose de 25 mg de testosterona.

Não foram encontradas alterações em medidas metabólicas (pressão arterial, colesterol e glicemia de jejum) entre as mulheres que tomaram testosterona em qualquer dose. Os pesquisadores sugeriram que tomar testosterona não aumenta o risco de desenvolver uma doença cardíaca com base na ausência de mudanças nas medidas metabólicas.

Os autores do estudo recomendam mais estudos para determinar a segurança do uso da testosterona em mulheres depois de passarem por uma histerectomia.

Esse estudo foi publicado em novembro na Menopause.


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