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Molécula “milagrosa” pode ser o caminho para a cura do câncer

Por Claudia Mercier 18/03/2015

A cura para o câncer pode estar próxima. Uma molécual chamada “ET-D5” foi desenvolvida pela médica francesa, Dra. Aurélie Juhem. Considerada como molécula “milagre”, ela é capaz de impedir a proliferação do tumor e, em seguida, destruir os vasos formados especificamente para irrigá-los. A “ET-D5” teve excelentes resultados em experimentos feitos em ratos e será testada em humanos a partir de 2016.

 

molécula

A descoberta teve excelentes resultados em testes laboratoriais. Foto: Shutterstock

Ação da molécula no organismo

 

Em entrevista para a revista francesa Paris Match, a pesquisadora explica como a descoberta pode revolucionar a comunidade médica. Dra. Juhen esclarece que a molécula tem uma ação dupla. Ela entra diretamente no interior do tumor, parando a divisão celular e, assim, o seu crescimento.

 

Esse processo destrói os vasos sanguíneos que o alimentam. Outro ponto positivo da molécula ET-D5 é que ela é ativada por administração oral, um ponto muito positivo em relação às quimioterapias que são administrados por via intravenosa.

 

medicamentos

A molécula ET-D5 é administrada via oral. Foto: Shutterstock

Dra. Juhen afirma que a molécula é eficaz em cânceres altamente vascularizados, ou seja, em um processo mais avançado. As pesquisas revelaram que a ET-D5 atua principalmente em tumores do fígado, pâncreas, rim e nos sarcomas, freqüentemente diagnosticados como metástase.

 

A médica esclarece que atualmente a oncologia está caminhando para a medicina personalizada. “Antes, nós falávamos sobre a doença em comparação com o órgão onde o câncer se desenvolvovia. Mas é preciso levar em consideração que o tumor é causado por mutações genéticas, e se analisarmos as mutações que causam a doença, percebemos que o câncer é único para cada pessoa”, explica dra. Juhen.

 

tumor câncer

Investimento

 

Cerca de 6 mil moléculas foram estudadas até a criação da ET-D5. A diferença dos demais testes, é que esta molécula bioativa ataca a própria divisão celular nas células cancerosas, sem danificar o tecido saudável que as envolve.

 

As pesquisas estão sendo desenvolvidas pela star-up Ecrins Therapeutics, com sede na cidade francesa de Grenoble, que arrecadou 500 mil euros para os experimentos, através de uma plataforma de “crowdfunding” (financiamento coletivo).

 

Como o câncer surge no organismo?

 

Vários são os estudos sobre o surgimento do câncer, mas especialistas afirmam que a doença aparece a partir de alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades.

 

As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

 

 

O câncer em números

 

Mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer. Cerca de 8 milhões morrem. No Brasil, o Intituto Nacional de Câncer (INCA) estima em 580 mil casos novos da doença para 2015.

 

Os mais incidentes na população brasileira serão os de pele, do tipo não melanoma (cerca de 180 mil); próstata (69 mil diagnósticos previstos); cólon e reto (33 mil); pulmão (27 mil); mama (57 mil) e estômago (20 mil).

 

Os números do Inca foram calculados com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais em todo o país.  Se medidas efetivas não forem tomadas, haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030, sendo que 2/3 das vítimas vivem nos países em desenvolvimento.

 

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